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Economia

Economia verde deve gerar 24 milhões de empregos até 2030

Projeção é da Organização Internacional do Trabalho (OIT)
14/05/2018 17:45 14/05/2018 17:49

A Organização Internacional do Trabalho (OIT), em seu novo relatório "Perspectivas Sociais e de Emprego no Mundo 2018", estima que o esforço das nações para reduzir a temperatura do planeta em dois graus Celsius vai impulsionar o emprego no mundo. Pelas previsões do organismo internacional, serão 24 milhões de vagas abertas para atender à nova demanda que vai se criar com energia renovável e o que os técnicos da OIT chamam de economia circular: atividades como reciclagem, reparos, aluguel e remanufatura - substituindo o modelo econômico tradicional de "extração, fabricação, uso e descarte".

"A ação para limitar o aquecimento global a dois graus Celsius resultará numa criação de empregos muito maior do que o necessário para compensar as perdas de seis milhões de postos de trabalho em outros setores", afirma o relatório. Para que isso vire realidade, a OIT pede que os países tomem medidas rápidas para treinar os trabalhadores nessa nova realidade, de transição para uma economia mais verde, além de lhes oferecer uma proteção social que facilite a transição para novos empregos, contribua para prevenir a pobreza e reduza a vulnerabilidade das famílias e comunidades.

"Mudanças de políticas nessas regiões poderiam compensar as perdas de empregos antecipadas ou seu impacto negativo. Os países de renda baixa e média ainda precisam de apoio para desenvolver a coleta de dados e adotar e financiar estratégias para uma transição justa para uma economia e sociedade ambientalmente sustentáveis, que inclua todas as pessoas de todos os grupos da sociedade", diz a principal autora do estudo, Catherine Saget.

Dos 163 setores econômicos analisados pela OIT, apenas 14 perderão mais de 10 mil empregos em todo o mundo, que são exatamente os de extração e refino de petróleo, energia esgotável e poluente. Nesse setor, a previsão de corte de 1 milhão ou mais de empregos. Serão criados 2,5 milhões de postos de trabalho em eletricidade baseada em fontes renováveis, compensando cerca de 400.000 empregos perdidos na geração de eletricidade baseada em combustíveis fósseis. Pelas contas do organismo, serão mais 6 milhões de empregos em atividades de reuso.

O relatório afirma que medidas para lidar com as mudanças climáticas podem resultar em perdas de empregos a curto prazo em alguns casos, mas o impacto desse nova ordem econômica podem ser compensados com os governos garantindo proteção social e "políticas ambientais que apoiem os rendimentos dos trabalhadores e a transição para uma economia mais verde". Estão incluídas nessas políticas transferências de renda, seguros sociais mais fortes e limite ao uso de combustíveis fósseis.

"Isso levaria a um crescimento econômico mais rápido, maior geração de empregos e uma distribuição de renda mais justa, bem como menores emissões de gases de efeito estufa. Os países devem tomar medidas urgentes para antecipar as habilidades necessárias para a transição para economias mais verdes e oferecer novos programas de treinamento. A transição para sistemas agrícolas mais sustentáveis poderia criar empregos em fazendas orgânicas de médio e grande porte, além de permitir que os pequenos proprietários diversifiquem suas fontes de renda, especialmente se os agricultores tiverem as habilidades certas", diz o relatório.

Segundo Saget, "o diálogo social, que permite aos empregadores e aos trabalhadores participar do processo de tomada de decisão política junto com os governos, desempenha um papel fundamental na conciliação dos objetivos sociais e econômicos com as preocupações ambientais. Há casos em que esse diálogo não só ajudou a reduzir o impacto ambiental das políticas, como também evitou um impacto negativo no emprego ou nas condições de trabalho".


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