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Ana Amélia Lemos

Ameaça ao setor calçadista

Leia artigo de Ana Amélia Lemos
24/05/2018 11:00

Ana Amélia Lemos (PP) Ana Amélia Lemos é senadora da República

ana.amelia@senadora.leg.br

A redução de 35% para 20% no imposto de importação de calçados esportivos, pleiteada pelos importadores, poderá afetar duramente o setor calçadista brasileiro, que recém conseguiu se recuperar de mais uma crise. A alteração, se vigorar, terá consequências não apenas para o setor, mas para toda a economia. A atividade, presente em 25 Estados, é responsável por mais de 280 mil empregos diretos, dois milhões indiretos e uma massa salarial de R$ 5 bilhões. Esses dados foram apresentados pela Abicalçados na audiência pública, na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, e requerida por mim, para chamar atenção do governo sobre os efeitos negativos dessa redução do imposto de importação.

Na audiência, alertei que a redução proposta deverá aumentar o desemprego neste dinâmico setor, que tem no Vale do Sinos importante participação em nível nacional. É necessária a mobilização de todos os setores da cadeia produtiva diante dessa perspectiva danosa a nossa indústria. A benesse começa com os calçados e depois poderá se estender a outros produtos, geralmente importados de países com pouca ou nenhuma legislação de proteção aos trabalhadores. Não se trata de ir contra a globalização, mas de avaliar a tentativa monopolista das grandes marcas que, com tais favorecimentos, tiram a competitividade e sufocam a indústria nacional, sem beneficiar o consumidor, porque os preços, no varejo, não acompanharão, proporcionalmente, a redução do tributo.

Atualmente o Brasil enfrenta as barreiras impostas pelos europeus às exportações de frango, num típico processo de guerra comercial, o que exige forte reação do governo federal. O protecionismo crescente e o favorecimento aos importados, no País, prejudica ainda mais os trabalhadores pela ameaça da redução de postos de trabalho. Proteger a indústria é garantir os empregos. Com mais de 13 milhões de desempregados, o Brasil necessita, com urgência, mitigar e não agravar esse grave problema social.


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