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Operação Washing Machine

Facção do Vale do Sinos dava proteção armada a casas de jogos de azar de 13 cidades

Célula do grupo "Os Manos" beneficiava-se da jogatina e articulava a lavagem do dinheiro arrecadado
09/05/2018 17:56 09/05/2018 18:11

  • Operação foi deflagrada pela Polícia Civil em Sapiranga, Campo Bom, São Leopoldo e Caxias do Sul na manhã desta quarta-feira
    Foto: Karina Sgarbi/GES-Especial
  • Operação foi deflagrada pela Polícia Civil em Sapiranga, Campo Bom, São Leopoldo e Caxias do Sul na manhã desta quarta-feira
    Foto: Karina Sgarbi/GES-Especial
  • Operação foi deflagrada pela Polícia Civil em Sapiranga, Campo Bom, São Leopoldo e Caxias do Sul na manhã desta quarta-feira
    Foto: Karina Sgarbi/GES-Especial
  • Operação foi deflagrada pela Polícia Civil em Sapiranga, Campo Bom, São Leopoldo e Caxias do Sul na manhã desta quarta-feira
    Foto: Karina Sgarbi/GES-Especial
  • Operação foi deflagrada pela Polícia Civil em Sapiranga, Campo Bom, São Leopoldo e Caxias do Sul na manhã desta quarta-feira
    Foto: Karina Sgarbi/GES-Especial
A exploração de jogos de azar em pelo menos 13 cidades gaúchas tinha, até esta quarta-feira (9), segurança armada garantida por uma facção do Vale do Sinos. Disponibilizando seus serviços de proteção em troca de pelo menos metade dos rendimentos das máquinas, o grupo se associou aos proprietários dos aparelhos, criando assim uma nova organização criminosa. Esta espécie de célula da facção Os Manos beneficiava-se da jogatina e articulava a lavagem do dinheiro arrecadado, além de ter envolvimento com crimes de roubos e homicídios.

O esquema foi descoberto a partir de investigação da Delegacia de Sapiranga, que nesta quarta-feira deflagrou em quatro municípios a Operação Washing Machine, nome alusivo ao crime de lavagem de dinheiro. Além de oito prisões feitas, a ação teve como propósito atingir o patrimônio financeiro da célula criminosa. Com mandados judiciais, os policiais apreenderam um capital de quase R$ 3 milhões, entre dinheiro vivo, cheques, notas promissórias, aparelhos, carros e motos. Recolhidos, os veículos e equipamentos tiveram de ficar na rua, pois o pátio da delegacia não continha espaço para os 52 veículos e 63 máquinas. “Esta é uma ação que não trata apenas de apreender as máquinas, mas de desarticular o crime organizado tirando o seu capital”, afirma o delegado Fernando Pires Branco, titular da delegacia sapiranguense.

Coletiva

Os resultados preliminares da operação foram divulgados à tarde, em coletiva realizada na delegacia de Sapiranga. O chefe da Polícia Civil no Estado, delegado Emerson Wendt, o diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), delegado Fábio Motta Lopes, o titular da 3ª Divisão Regional Metropolitana (3ª DRM), delegado Rosalino Constante Seara, e o coordenador do Núcleo de Repressão à Lavagem de Dinheiro do DPM, delegado Ayrton Martins Júnior, estiveram presentes. A apresentação foi realizada pelo delegado Branco. “A investigação comprovou que quem joga nessas máquinas fomenta, diretamente, o crime organizado no Estado do Rio Grande do Sul”, pontua Wendt.

Investigação

A delegacia sapiranguense chegou até a organização criminosa após apurar informações de um crime, inicialmente tratado como roubo. Na ação, cometida em Sapiranga, um grupo havia invadido um bar e levado pertences. O detalhe é que os bandidos vestiam camisetas da Polícia Civil. Cerca de um mês depois, houve uma tentativa de homicídio onde os criminosos também usavam o uniforme policial.

A partir disso, a investigação foi se aprofundando até descobrir que os membros da facção estavam expulsando os donos de casas de jogos que não queriam fechar a parceria. Vestidos como policiais, eles invadiam os estabelecimentos e recolhiam os equipamentos, usando de ameaças e violência.


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