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Longa espera

Com exame em mãos, hamburguense aguarda especialista

Dona Elisabeth espera por consulta pelo SUS
16/05/2018 08:39 16/05/2018 08:45

Bianca Dilly/GES-Especial
A dona de casa Elisabeth Klein, 69 anos, aguarda por especialista na fila do SUS
Exame feito e imagens impressas. O resultado está lá. Basta abrir o envelope que o protege. A dona de casa Elisabeth Klein, 69 anos, pode, sim, descobrir o estado da sua saúde. Mas não é tão simples. Assim que se deparar com o laudo médico, a vida da hamburguense pode mudar completamente. Mais uma vez.

Em 2008, a moradora do bairro Pátria, em Novo Hamburgo, descobriu um câncer de mama. A doença foi tratada, mas seis anos depois, em 2014, ela retornou, agora no pulmão. Com tratamentos e força de vontade, Elisabeth novamente venceu. Para seguir monitorando a saúde, a paciente agenda consultas e outros procedimentos de rotina. Nesse sentido, realizou uma ecografia mamária em 31 de março deste ano. “O médico
que fez o exame me alertou de que apareceu algo nele. Logo liguei para marcar uma hora com a mastologista, mas só consegui para o dia 22 de agosto. Desde lá, estou com o exame fechado”, conta.



Contudo, a situação da hamburguense não é a única. Todos os dias, usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) sofrem com a espera e a incerteza de informações. Na visão de Elisabeth, esse quadro é ainda pior do que a própria doença. “As pessoas não estão morrendo por causa do câncer. O que mais mata é a falta de atendimento. Sou apenas
uma das tantas pessoas com problemas assim”, lamenta. A atenção à saúde no Brasil é de acesso universal, isto é, todo cidadão tem direito a atendimento gratuito. Por isso, o Ministério da Saúde deve garantir o atendimento integral a qualquer doente com câncer,
por meio do SUS.

O que diz a Prefeitura

Secretaria Municipal de Saúde (SMS) explica que entrou em contato com Elisabeth na última segunda-feira, informando que o seu cadastro do cartão do SUS precisa ser atualizado na Prefeitura de Novo Hamburgo. A Administração Municipal informa que a paciente se prontificou a comparecer no Centro Administrativo na última terça-feira (15), para fazer a atualização. “Na sequência, um técnico da Secretaria Municipal de Saúde estará à disposição para atendê-la e sanar suas dúvidas sobre o protocolo de atendimento”, comunica, em nota. Conforme a SMS, o caso de Elisabeth está na fase de investigação, portanto, ainda não há diagnóstico definitivo sobre o caso. Sobre as situações oncológicas de maneira geral, a SMS descreve que, por meio de sua Central de Marcação de Consultas, considera o quadro clínico de cada paciente e, conforme a avaliação, providencia uma data de agendamento com um especialista.

O que diz o Estado

Já a Secretaria Estadual de Saúde (SES) salienta que, por ser moradora de Novo Hamburgo, a referência para o tratamento oncológico da paciente é o Hospital Regina, habilitado como unidade de Alta Complexidade em Oncologia. “O Município encontra-se em gestão plena de seus serviços de saúde e, portanto, é quem contratualiza as consultas e todos os atendimentos”, pontua a pasta.

Saiba mais

- Conforme a Lei 12.732/12, pacientes com câncer (neoplasia maligna) devem ter o início do seu tratamento assegurado no prazo máximo de 60 dias após o diagnóstico em laudo. O tratamento é considerado efetivamente iniciado com a realização de terapia cirúrgica, com radioterapia ou quimioterapia, conforme a necessidade terapêutica do caso.

- O paciente que não tiver o início do seu tratamento oncológico deverá procurar a Secretaria de Saúde do seu município, pois os fluxos e regulação aos serviços são organizados localmente. O descumprimento da lei sujeitará os gestores direta e indiretamente responsáveis às penalidades administrativas.

- Caso o paciente não seja atendido no prazo adequado, pode recorrer à Justiça, por meio de órgãos ou instituições como Defensoria Pública ou Ministério Público.

- Tramita na Câmara dos Deputados projeto que estabelece prazo máximo de 30 dias para a realização de exames diagnósticos e procedimentos para recuperação de câncer por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, a proposta está parada na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara.


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