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Saúde

OMS recomenda vacina contra febre amarela para viajantes internacionais no Sul do País

Medida vale para Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul
07/05/2018 19:09 07/05/2018 19:32

Arquivo/GES
Vacinação
A Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a recomendar a vacinação contra febre amarela para todos os viajantes internacionais que visitem qualquer área dos estados da região Sul do Brasil (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). Até então, algumas partes desses estados não eram consideradas de risco para a doença.

A decisão foi tomada devido à progressão da transmissão da febre amarela observada no Brasil desde o final de 2016. Áreas metropolitanas densamente povoadas, como Rio de Janeiro e São Paulo (abrangendo uma população de mais de 32 milhões de habitantes), não eram consideradas de risco de transmissão do vírus causador dessa doença até abril de 2017. Além disso, entre 1º de julho de 2017 e 2 de maio de 2018, foram confirmados no Brasil 1.257 casos de febre amarela, incluindo 394 óbitos.

No mesmo período, foram notificados 19 casos confirmados de infecção pelo vírus causador dessa doença entre viajantes internacionais não vacinados, incluindo três detectados no Brasil e 16 em Alemanha, Argentina, França, Holanda, Reino Unido, Romênia e Suíça. Pelo menos nove desses 19 casos relatados haviam viajado para Ilha Grande, no município de Angra dos Reis (no estado do Rio de Janeiro).

Esse cenário leva a crer que, nos próximos meses, a disseminação do vírus causador da doença continue ao longo do ecossistema da Mata Atlântica no estado de São Paulo, em direção ao Paraná e aos outros dois estados do sul do país (Santa Catarina e Rio Grande do Sul). A vacina para viajantes internacionais já era recomendada para os estados das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Norte do Brasil, além do Maranhão e partes dos estados da Bahia e Piauí. A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) recomenda que a vacinação seja feita ao menos dez dias antes da viagem.

A determinação de novas áreas consideradas de risco de transmissão de febre amarela e com recomendação de vacina é um processo contínuo e atualizado regularmente pela OMS. A última mudança, no caso do Brasil, ocorreu em janeiro de 2018, com a inclusão de todo o estado de São Paulo como área considerada de risco.

Moradores do Brasil

A recomendação atualizada da OMS busca evitar a propagação internacional de doenças. Por isso, vale para pessoas que não moram no Brasil, mas se deslocam aos estados das regiões Centro-Oeste, Sudeste, Sul e Norte do País, além do Maranhão e partes dos estados da Bahia e Piauí.

As pessoas que moram no Brasil devem seguir as recomendações das autoridades nacionais de saúde. Em março deste ano, o Ministério da Saúde do País anunciou que todo o território brasileiro será área de recomendação para vacina contra a febre amarela.

A medida está sendo feita de forma gradual e deve ser concluída até abril de 2019. A ampliação é preventiva e tem como objetivo antecipar a proteção contra a doença para toda população, em caso de um aumento na área de circulação do vírus. A vacinação de rotina passará a ser feita, a partir de julho, nas áreas dos estados da região Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) que ainda não vacinavam.

Prevenção

A OPAS/OMS avalia que a medida mais importante para prevenir a febre amarela é a imunização. Quem se desloca para as áreas de risco deve estar com as vacinas em dia e se proteger de picadas de mosquitos. Apenas uma dose da vacina é suficiente para garantir imunidade e proteção ao longo da vida. Efeitos secundários graves são extremamente raros.

Os viajantes com contraindicações para a vacina contra a febre amarela (crianças abaixo de 9 meses, mulheres grávidas ou amamentando, pessoas com hipersensibilidade grave à proteína do ovo e imunodeficiência grave) ou com mais de 60 anos devem consultar seu profissional de saúde para avaliação cuidadosa de risco-benefício.

A OMS recomenda também procurar assistência à saúde em caso de sintomas e sinais de febre amarela, durante a viagem e após o retorno de áreas com risco de transmissão da doença.


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