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Entrevista com Márcia Karpss

Preste atenção à diminuição da libido

Entenda o que pode estar causando o problema
14/05/2018 13:12 14/05/2018 13:15

Anestie/Pixabay
Perda de libido pode acontecer por vários fatores
“Libido é uma palavra de origem latina usada para designar desejo ou impulso sexual de homens e mulheres”, explica a ginecologista da Unimed Encosta da Serra, Márcia Karpss. Definir essa palavra é uma tarefa bastante objetiva, mas vivê-la (com possíveis oscilações ou ausência), é uma experiência amplamente mais complexa. Na entrevista a seguir, a médica fornece detalhes sobre a libido feminina, possíveis causas de sua diminuição e tratamentos.

Quais são os motivos mais frequentes para que mulheres percam o desejo sexual?

As causas de diminuição da libido são muito amplas. Inicialmente, é importante descartar causas orgânicas, especialmente o uso de medicamentos que têm como efeito colateral a diminuição do desejo sexual ou dificuldade de orgasmo. Também é importante verificarmos se o parceiro não apresenta alguma disfunção sexual. Por exemplo, a ejaculação precoce poderá fazer com que a mulher perca o interesse, por não ter prazer na relação.


Quais podem ser as outras causas?

Descartadas estas causas, temos que analisar a situação de vida desta mulher. Falta de diálogo geralmente está presente, pois com uma conversa franca se pode chegar a uma solução. Temos que lembrar que, para alguns, falar de sexo ainda é tabu. Dentre as dificuldades relatadas, o alcoolismo do parceiro é uma causa bastante frequente. Além disso, falta de atenção e falta de carinho. Muito comum o relato de que o parceiro só abraça ou beija quando quer sexo.


Há problemas de autoestima que possam estar relacionados a esta questão?

Sem dúvida, as causas da diminuição da libido são multifatoriais. A baixa autoestima pode diminuir o desejo sexual, pois ela não se vê desejável e pode esquivar-se do sexo por esta razão. Além disso, algumas causas orgânicas podem estar associadas à redução da libido, principalmente o aumento da prolactina (um hormônio que está elevado na amamentação e que pode aumentar com o uso de alguns psicofármacos) e redução da testosterona. Mas acho importante lembrar que muitas mulheres com estas alterações orgânicas não apresentam diminuição da libido, reforçando que o cérebro tem um papel muito importante no desejo sexual.


E na idade madura?

A partir da menopausa, há mudanças hormonais que precisam ser compreendidas. Pode haver ressecamento vaginal, causando dor às relações sexuais, o que trará uma redução da libido. Também pode haver diminuição do nível de testosterona. É importante salientar que há como melhorar a situação. Cito a médica Carmina Abdo: “Há quem chegue na menopausa com mais vontade de fazer sexo. Algumas estão separadas e iniciando um novo relacionamento, o que funciona como estímulo. Outras estão em relações satisfatórias e ficam mais interessadas por não terem mais de se preocupar se vão engravidar”. Temos que diferenciar o que são mudanças decorrentes da idade do que é uma disfunção prévia, que se acentuou com a idade. Quando falamos em disfunções sexuais, tratamento precoce é fundamental.


Como se dá o tratamento para esse tipo de situação?

O tratamento ideal é multidisciplinar. O médico ginecologista, juntamente com psiquiatra e/ou psicólogo fará uma abordagem das diversas causas. Extremamente importante entender o que está acontecendo para poder ajudar na solução. Lembrar que pensar em sexo ajuda a fazer mais sexo. Cultivar a cumplicidade e a intimidade do casal. Reservar um tempo para o namoro.


Há na Internet produtos que se dizem “estimulantes sexuais”. Eles têm eficácia?

Não existe comprovação científica de eficácia deste tipo de produtos. Quanto a riscos, depende de cada produto. Mesmo fitoterápicos podem ter efeitos colaterais.


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