Olá leitor, tudo bem?

Use os í­cones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, ví­deos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Rua Jornal NH, 99 - Bairro Ideal - Novo Hamburgo/RS - CEP: 93334-350
Fones: (51) 3065.4000 (51) 3594.0444 - Fax: (51) 3594.0448

PUBLICIDADE
Veja os cuidados

Vitamina D é essencial para a saúde dos ossos

Ortopedista Evandro Porto fala sobre cuidados com as 206 estruturas que juntas promovem a locomoção, proteção e sustentação de nosso corpo
16/05/2018 10:37 16/05/2018 11:15

Raquel Reckziegel/Raquel Reckziegel/GES-Especial
Evandro Porto, ortopedista
Do crânio às falanges, são 206 estruturas de variados tamanhos e adaptadas a sustentar o nosso corpo, além de auxiliar na locomoção e na proteção de órgãos. Nossos ossos são agentes importantes no organismo e merecem atenção em todas as etapas da vida.

Os homens precisam reforçar este cuidado: conforme a Fundação Internacional de Osteoporose (IOF), um terço das fraturas no quadril no mundo ocorrem em homens. A taxa de mortalidade chega a 37% no primeiro ano após a fratura, incidência duas vezes maior do que entre as mulheres. Porém, o número de ocorrências de fraturas é maior entre as mulheres – um homem a cada cinco casos, a partir dos 50 anos.

O ortopedista e especialista em cirurgia da coluna e traumas, Evandro Porto, explica que cada fase deve ser observada. “O declínio hormonal na mulher começa aproximadamente aos 25 anos, mas nem por isso é preciso fazer reposição de cálcio, reposição só é indicada para quem tem uma doença óssea. O cálcio deve estar dentro de uma alimentação saudável e todos devem lembrar que sua ação é regulada pela vitamina D, 90% dos meus pacientes têm baixa ou insuficiência desta vitamina. O cálcio sai da célula, faz sua função no corpo, como a contração muscular, e volta para a célula.

Raquel Reckziegel/GES-Especial
'O cálcio deve estar dentro de uma alimentação saudável e todos devem lembrar que sua ação é regulada pela vitamina D", diz ortopedista
Quem tem carência nutricional de cálcio ou vitamina D em baixa perde este cálcio na urina e no intestino. Quem se alimenta bem, faz atividade física constante, pega sol e tem quantidade de vitamina D adequada não precisa repor, independente da idade. Há pacientes com 80 anos que não precisam de reposição, mas também com 15 anos e doenças metabólicas que necessitam repor”, explica.

Sem excessos

Raquel Reckziegel/GES-Especial
Ossos precisam de atenção em todas as etapas da vida
“Os primeiros a se desgastarem são vértebra lombar e crista do quadril porque são os ossos mais porosos que temos. com a idade, a pessoa diminui de altura, diminui a distância entre os discos vertebrais que desidrataram e achataram e as vértebras achataram com a osteoporose. A prevenção é através da ingestão adequada de cálcio na alimentação e a suplementação, mas lembro que há um nível a ser absorvido, não adianta tomar mais do que 500 gramas porque se perderá no intestino ou se acumulará no rim. Também é recomendada atividade física de impacto ou musculação pesada para o idoso.”

Doe vida, doe medula

Um tecido líquido-gelatinoso no interior dos nossos ossos, que muita gente conhece como tutano, pode ser compartilhado e salvar vidas. Na medula óssea são produzidos os componentes do sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas. Pelas hemácias, o oxigênio é transportado dos pulmões para as células de todo nosso organismo e o gás carbônico é levado destas para os pulmões, a fim de ser expirado. Os leucócitos são os agentes mais importantes do sistema de defesa do nosso organismo, nos defendem das infecções. As plaquetas compõem o sistema de coagulação do sangue.

Conforme o Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Brasil há mais de 4 milhões de doadores, terceiro maior banco do mundo, atrás dos Estados Unidos e da Alemanha. No final do processo, cerca de 64% dos pacientes brasileiros encontram um doador compatível. Porém, o número precisa crescer, especialmente porque muitas pessoas não mantém o cadastro atualizado no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea e por isso não são localizadas em tempo de salvar uma vida. No site www.inca.gov.br há todas as orientações para quem quer ser um doador.

Transplante de ossos?

Com certeza você já ouviu falar em transplante de medula, coração, córnea, rins, fígado. Mas sabia que existe também o transplante de ossos? O Banco de Tecidos Músculoesqueléticos do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), do Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro, é responsável pela captação, processamento e distribuição de ossos, tendões e meniscos para utilização em cirurgias de transplantes na área da ortopedia e odontologia.

Tal qual os demais casos, existe uma fila de pacientes, coordenada pelo Into, que aguardam a doação de tecido ósseo, o que pode ser feito por pessoas entre 18 e 70 anos, que não tenham sido vítimas de doenças ósseas ou infecciosas transmitidas pelo sangue como hepatite e malária e que não tenham feito tatuagem no último ano. O procedimento é feito após confirmada a morte do doador e com o consentimento da família.

O Ministério da Saúde explica que o cadáver do doador passa por uma cuidadosa reconstrução, preservando assim sua aparência para o ato fúnebre. A equipe do Into tem até 12 horas após a morte do doador para a retirada dos ossos e o armazenamento no Banco de Tecidos.

Curiosidades sobre os ossos

- Muita gente acha que crianças nascem sem a patela ou rótula, o osso do joelho, porque não o veem num exame de raio X. Na verdade, bebês têm rótula cartilaginosa que, com o passar do tempo, vai calcificando. O mesmo ocorre com parte da coluna dos pequenos.

- Esqueça aquela experiência da infância com refrigerante de cola que faz amolecer o osso de galinha. “O refrigerante não faz mal para os ossos, ele faz mal ao organismo por conta da taxa de sódio [que provoca males como hipertensão e insuficiência renal] e o excesso de glicose, que faz engordar. O resto é mito”, cita o ortopedista.

- Enterrado em uma cova entre 60 centímetros e um metro de profundidade, os ossos só “desaparecem” após cerca de quatro anos. Peças de um caixão, como invólucros de tecido e plástico, podem ainda aumentar este tempo.

- Invista em fontes de cálcio na alimentação, mas lembre-se de que não são apenas leite e derivados. O cálcio está presente também em vegetais de folha escura, como couve e espinafre, e em peixes, como sardinha, salmão e bacalhau.

Gesso versus cirurgia

Osso quebrado, o primeiro sintoma é a dor acompanhada de inchaço. A única opção de cura ali parece mesmo ser engessar e ficar bem quietinho por meses, certo? Depende da fase e da fratura. “Gesso é colocado para se ter estabilidade óssea no local da fratura, se não houver, o osso fica se movimentando e forma uma pseudoarticulação, em vez de calcificar, forma uma cartilagem ou o osso fica torto.

E para as fraturas na perna, não pode fixar o pé no chão num primeiro momento, em um segundo momento, todo impacto e tração vai aumentar o fator de consolidação da fratura. Dentro de um mês e meio, com a fratura alinhada, se pede ao paciente que pise, pois este impacto no foco da fratura estimula a consolidação”, alerta.

Com atletas o processo é diferente. “A fratura de tíbia [perna], por exemplo, se a fratura não for dentro da articulação senão é preciso operar, a pessoa fará uma imobilização engessada por até dois meses e meio, começar depois a fisioterapia e estará apta a dirigir e fazer suas atividades normais em quatro meses.

Já no caso dos atletas, é feita uma cirurgia com duração média de 20 minutos em que é colocada dentro da tíbia uma haste de titânio. Eles conseguem voltar a pisar em 10 dias e a dirigir em duas semanas, sem gesso nem nada”, conta o ortopedista que operou dois atletas do Esporte Clube São José no mês de abril. A medida também vale para quem não é do universo do alto rendimento esportivo.

O médico cita que o gesso tem ficado para trás e mais pessoas têm optado pela cirurgia. “Com fixação interna, com parafuso e placa, e imobilização precoce, no outro dia já se tem uma mobilidade normal. Porém, varia de paciente para paciente, se for um idoso sem qualidade óssea não adianta a fixação, é como fixar parafuso em isopor”, conta.


Jornal NH
PUBLICIDADE

WEBTV

PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS