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Coleção

Neymar, o mais caro também no mercado de figurinhas

Para os colecionadores, o cromo do craque é tão importante quanto o jogador dentro de campo
13/06/2018 16:58 13/06/2018 18:35

Jogador mais caro da história do futebol, após trocar o Barcelona pelo Paris Saint-Germain por 222 milhões de euros, Neymar é também o mais cobiçado e valorizado para completar o álbum de figurinhas da Copa do Mundo.

Para os colecionadores que querem completar o álbum de 632 figurinhas antes do início do Mundial, o cromo do craque é tão importante quanto o jogador dentro de campo.

"O Neymar tava mais difícil. Eu consegui ontem, mas estavam vendendo bem caro", indicou a administradora Raquel Senna, de 31 anos, em um dos muitos lugares improvisados para a troca de figurinhas no Rio de Janeiro.

Ela não precisou desembolsar a fortuna gasta pelo PSG, mas o preço do camisa 10 do Brasil é alto em comparação aos outros membros.

Qualquer figurinha é comercializada por menos de um real, com exceção de craques como Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, vendidos pelo dobro do valor. Mas Neymar também está supervalorizado neste mercado, sendo vendido em média por cinco reais.

"Me venderam por três reais, mas tem gente que vende por até 20", afirmou Senna.

A companhia italiana Panini, que produz o álbum, aproveitou a atriz Bruna Marquezine para promover o produto de maneira bem-humorada, oferecendo à namorada do craque pacotinhos contendo apenas figurinhas do Neymar.

"Nunca pensei que diria isso, mas eu tô dando meu namorado pra quem quiser. Eu troco por qualquer um, por favor", brincou Marquezine.

Brincadeira séria

Para completar o álbum sem recorrer ao mercado paralelo, seria necessário comprar 967 pacotinhos de figurinhas e acumular incontáveis repetidas, de acordo com o professor de matemática Paul Harper, da Universidade de Cardiff.

No Brasil, isso significaria o gasto de quase R$2.000, levando-se em consideração o preço de dois reais por cada pacotinho nas bancas de jornal. Por isso, torna-se mais vantajoso comprar toda a coleção por apenas 400 reais, diz um vendedor em um mercado do Rio.

Mas a graça é aproveitar o tempo livre para trocar as figurinhas repetidas. Para Artur Fonseca, 46 anos, ainda faltam 80 para completar o álbum.

"Venho aqui, ficou o tempinho que posso durante a hora do almoço. Troco 20, 30. É rápido", afirmou.

Figurinhas polêmicas

Em abril, dois assessores da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) foram flagrados trocando figurinhas durante o plenário.

A polêmica foi ainda maior no México, onde o candidato da esquerda, que lidera a corrida eleitoral, admitiu ter passado um dia colando figurinhas com seu filho em vez de se preparar para um debate.

Mas Fonseca, que também coleciona as figurinhas para o filho, considera que existe algo tranquilizador em completar o álbum.

"A geração vai mudando, mas isso continua", indicou.

Raquel, que faz a coleção com seu marido, considera que a melhor parte da brincadeira é o desafio de encontrar pessoas para trocar figurinhas.

"É legal o contato, tem muita gente. Acho que é divertido que este álbum possa ter sucesso numa época de tecnologia", opinou.


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