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Defesa do organismo

Imunidade: proteja-se contra as minúsculas invasões

Antes de ler, agradeça à vovó ou à mamãe que sempre lhe recomendou um casaquinho
04/06/2018 10:38 04/06/2018 10:48

Eduardo Cruz/GES-Especial
'Existem alimentos importantes para reforçar a imunidade, as vitaminas, proteínas e os microminerais, entre eles o zinco', diz Spilki
Fortes, armados e preparados para uma batalha diária contra os mais diversos invasores. Microscópicos, e muitas vezes mortais, fungos, bactérias e vírus, entre outros diversos micro-organismos, são os inimigos combatidos 24 horas por nosso sistema imunológico, um exército formado por tecidos, órgãos e moléculas responsáveis por proteger o bom funcionamento do nosso organismo.

Eduardo Cruz/GES-Especial
Fernando Spilki, professor
O coordenador do mestrado em Virologia e professor de Imunologia do curso de Medicina da Universidade Feevale, Fernando Spilki, explica que nosso sistema de defesa age de duas maneiras: com uma ação que nem percebemos – a inata – e com uma resposta eficiente que aumenta em magnitude a cada exposição que temos ao mesmo invasor – a adquirida.

“Temos a imunidade inata, ou seja, aquela que nasce com a gente e que na verdade a ganhamos ao longo da evolução. Nos defende tão bem que a maioria das infecções que temos nós nem ficamos sabendo. Temos também outro braço, que é a imunidade específica, adquirida, esta é tão fantástica que desenvolve uma memória daquilo que já nos infectou. Então, em resumo, se a minha imunidade está ok ou eu não fico doente [com a memória adquirida] ou mesmo que apareça alguma doença ou algo que chegou como uma agressão, pode ser vírus, bactéria, protozoário, às vezes nem fico sabendo que aquilo aconteceu. Claro que existem exceções, mas em muitas doenças eu nem vou ver que eu fiquei infectado porque eu não fiquei doente, a memória evita muitas doenças, por isso mesmo é que a gente toma vacinas”, destaca. 

Amadurecimento

Mas esse batalhão, lembra o professor, não nos é entregue assim tão prontamente. “Esse sistema amadurece ao longo da vida. E há um ciclo: nos primeiros anos de vida estou consolidando meu sistema imune, ao mesmo tempo em que estou montando estas memórias de diferentes agressores que chegam do ambiente ou que surgem no nosso corpo, ao longo da vida. Este entra em plenitude na fase da adolescência, na fase adulta normalmente funciona melhor, mas ao longo do tempo entra em outro processo chamado de imunossenescência [deterioração natural do sistema imunológico devido ao envelhecimento], se torna muito menos ativo. A gente considera aí que já um certo déficit imunitário normal, nos idosos principalmente”, explica.

Por que a imunidade baixa?

Nosso sistema imunológico está preparado para detectar micropartículas prejudiciais e a reagir, atacando-as e destruindo-as. Mas e quando esse exército falha no ataque? Como a imunidade “baixa”? “Há fatores genéticos, às vezes você não tem na sua composição genética uma capacidade de reagir contra alguns patógenos. Há questões que são ambientais, por exemplo, o frio que naturalmente nos leva a uma condição de alguma perda de imunidade, pois não permite que o sangue com as células imunitárias circule adequadamente na árvore respiratória, então temos tendência a ter mais doença respiratória no frio em parte por conta disso. Há ainda outras questões não ambientais do ponto de vista do clima, mas da nutrição, como muitos medicamentos que deprimem a imunidade, por isso a pessoa deve sempre se aconselhar com seu médico. Cuidado ainda com a automedicação. Se você tomar sem indicação médica ou de repente sem complementar com outro medicamento que irá mitigar esse efeito, você pode ter problemas também. O consumo de álcool e hábitos como fumo, uso de drogas ilícitas, claro, tem efeito normal de diminuir a imunidade. Infecções por vírus e bactérias e outras doenças, o HIV por exemplo, além de pacientes com câncer, não só pela neoplasia, pelo câncer propriamente dito, mas também pelo tratamento que necessita de um baixamento da imunidade, abrindo a porta, infelizmente, para outros invasores”, detalha Spilki.

“Pega do chão!”

“Come do chão mesmo que cria anticorpos, menino!” – quem nunca ouviu esta frase antes? “Estudos demonstram que permitir que a criança tenha contato com antígenos, se sujar numa brincadeira, auxilia, por exemplo, a evitar na fase adulta o desenvolvimento de alergias. Então é preciso bom senso, permitir que a criança brinque, mas também a proteja com a vacinação. Não vai deixar a criança mascando horas a fio algo que pegou do chão, mas sem dúvida a gente não precisa entrar em pânico”, explica o professor.

E como aumentar a proteção?

Para quem esperava abrir uma cartilha e encontrar um complexo passo a passo de como aumentar a imunidade, é preciso lembrar que não tem segredo. A regra é a mesma para a maioria dos males: alimentação saudável e prática de exercícios. “Existem alimentos importantes para reforçar a imunidade, as vitaminas, proteínas e os microminerais, entre eles o zinco, mas que ninguém saia por aí tomando compostos indiscriminadamente. Adquira em uma alimentação balanceada e diversificada que traga estes microminerais. O exercício físico é fundamental para manter todo o sistema circulatório, renal, e outros funcionando bem e com isso permitir a circulação adequada, a mobilização adequada de energia para o corpo produzir essas células imunes e mantê-las ativas e funcionais”, ressalta o professor.

Sabe aquela dica da mamãe ou da vovó de levar um casaquinho? Elas estavam certas o tempo todo! “Esse conselho se revelou num trabalho interessante conduzido na Inglaterra há 10 anos com milhares de pessoas: a coisa que mais ajudava os indivíduos a permanecer saudáveis e a viver por mais tempo, de inúmeros fatores em relação a conservar sua imunidade, por incrível que pareça, ainda mais nesta época do frio, é usar um casaquinho, ficar bem agasalhado, corpo quentinho ajuda muito”, informa Spilki.

Câncer e os cuidados

Eduardo Cruz/GES-Especial
Juliana Luz Scheffer, oncologista
Um dos maiores cuidados ligados à imunidade ocorre com os pacientes que lutam contra o câncer. A oncologista clínica do Hospital Centenário, Juliana Luz Scheffer, explica a reação no organismo durante o tratamento. “Alguns tipos de câncer por si só já afetam a imunidade, mas pacientes com câncer em tratamento quimioterápico devem ter um cuidado maior. Por isso, antes de cada ciclo de quimio, é feito um hemograma completo, que verifica se ele tem anemia, como estão as defesas (leucócitos) e as plaquetas (células de coagulação). Olhando para ele, pode ser que aparente estar bem mas, em alguns casos, o exame aponta que não. Uma das principais preocupações durante o tratamento quimioterápico é a neutropenia febril, que é quando o paciente está com a defesa baixa [índice de neutrófilos abaixo de 1500] associado à febre, maior que 37,8 graus. Este caso é uma urgência médica e é preciso procurar o médico o mais rápido possível pra ser começado o antibiótico ou a terapia necessária”, explica a médica.

Juliana ainda complementa que a queda da imunidade tem mais ligação com o tratamento necessário do que com a própria doença. “Existem alguns tipos de câncer que podem baixar defesas do organismo, como leucemia, ou quando o câncer já invadiu a medula, como um câncer de pulmão, por exemplo. Baixar a imunidade é efeito colateral em alguns pacientes que depende do tipo de medicamento usado e do histórico prévio dele, se já tinha uma imunidade boa. Há, claro, um cuidado maior com um paciente de 80 anos do que com um de 20, apesar de usarem a mesma droga. Cair ou não o cabelo, por exemplo, é um efeito colateral da droga e depende de cada organismo, tem muito a ver com a nossa nutrição”, destaca.

A oncologista ainda reforça que há medicamentos que auxiliar no aumento da imunidade entre um ciclo e outro da quimioterapia. “Há também novas terapias oncológicas para não diminuir tanto as defesas, como a imunoterapia e a terapia alvo para o câncer de mama HER2+, em que é usado um marcador no tumor e o remédio tem ação ali naquele marcador”, exemplifica.


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