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Ivar A. Hartmann

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"Um ótimo exercício antes da próxima mensagem é perguntar-se: eu sei qual é a fonte dessa afirmação ou dado?"
08/07/2018 07:10

Ivar A. Hartmann é professor da FGV
ivar.hartmann@fgv.br

Já começou a época de debates ao vivo dos candidatos na corrida presidencial. Como em outros anos, muitos exageros são feitos e informações falsas apresentadas como fatos. O problema novo é a velocidade de circulação e a disseminação pulverizada. Felizmente, surgiram instituições dedicadas à checagem rigorosa de fatos. Mas cada pessoa precisa escolher se colabora com o problema ou com a solução.

Recentemente o candidato Guilherme Boulos, do PSol, afirmou que o déficit primário do Brasil continuou aumentando sob Temer. A agência Lupa apontou que isso é falso, segundo dados oficiais do Tesouro Nacional. Jair Bolsonaro afirmou que a Constituição exige casamento entre homem e mulher. A agência Aos Fatos apontou que isso é falso, segundo o próprio texto da Constituição.

Nenhum candidato ou partido está imune. Tampouco estamos nós, em nossas redes sociais. No Facebook e em seus grupos de família no WhatsApp, cada pessoa precisa evitar ser panfletária e tomar decisões infantis. Existem afirmações, montagens, memes e outras manifestações que carregam uma caracterização de fatos. Por vezes o conteúdo que é passado adiante veste uma carapuça de notícia, pretendendo inspirar um pouco de confiança.

Muitas vezes a pessoa acredita piamente que a informação vem de uma fonte confiável e que realmente condiz com a verdade. Mas também é comum a decisão tomada de compartilhar algo de fonte não informada, duvidosa ou partidária. A pessoa tem ciência de que está desinformando e não vê problema nisso, desde que seja em favor da sua ideologia pessoal. Fake news sobre o candidato dos outros é colírio.

Uma boa forma de ajudar a combalida democracia brasileira é seguir ao menos algumas regras básicas sobre o que passar adiante. Órgãos internacionais de acreditação de agências de checagem de fatos são um bom norte. A Lupa e a Aos Fatos são reconhecidas pela IFCN, Rede Internacional de Checagem de Fato, porque seguem cinco regras básicas. Não são partidárias, indicam suas fontes, mostram a origem dos seus recursos, explicam sua metodologia de checagem e se comprometem a corrigir seus erros.

Um ótimo exercício para cada um antes da próxima mensagem no grupo da família é perguntar-se: eu sei qual é a fonte dessa afirmação ou dado? Ou então, antes de postar no Facebook, perguntar-se: estou compartilhando uma montagem partidária que se apresenta como opinião ou uma que se fantasia de descrição de fatos?

Cada um hoje tem o poder de disseminar mensagens entre muitas pessoas. Mas também tem a responsabilidade de ser sua própria agência de checagem.


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