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Opinião do Repórter

Na contramão do resto do mundo

Leia opinião de Fábio Radke
12/07/2018 08:51 12/07/2018 08:52

Fábio Radke é repórter

Não bastasse o Brasil aparecer no topo do ranking de países que mais utilizam agrotóxicos, agora, um projeto de lei (PL) pretende flexibilizar ainda mais a fiscalização e controle desses produtos. Em uma votação por 18 a 9, comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou, recentemente, texto que posteriormente será votado no plenário. Não é de graça que a proposta, que vai na contramão de ações de países europeus, recebeu a denominação de “PL do Veneno”.

Conhecido como “Rei da Soja”, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, elaborou o projeto quando ainda senador. Em caso de aprovação, o brasileiro será iludido comendo um alimento que ainda no campo recebeu um tratamento, na maioria dos casos, com substâncias proibidas na maior parte do mundo. Significativo número de produtos serão permitidos tudo em nome da produção em grande escala.

Com a eventual aprovação, os Ministérios da Saúde e Meio Ambiente ficam de fora da análise e registro desses agrotóxicos e as operações serão centralizadas na Agricultura. E muitos ainda serão iludidos com a suavização do termo “agrotóxico”, que será chamado de “pesticida”, a fim de assustar menos os consumidores.

Na Alemanha, por exemplo, cada vez mais cresce o consumo dos orgânicos por parte da população que apoia o cultivo de alimentos. O país é o principal mercado orgânico da Europa e o segundo do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos.

Ao invés de políticas para reforçar produções ecológicas, os parlamentares simplesmente pensam proposta para facilitar o uso de defensivos agrícolas sem considerar os danos à saúde pública.


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