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Aviação

Embraer e Boeing anunciam acordo e americana terá 80% da nova empresa

Companhia dos EUA vai pagar 3,8 bilhões de dólares por fatia em joint-venture
05/07/2018 10:06 05/07/2018 10:10

Edouard NGUYEN/Embraer
Brasileira Embraer é uma das moires fabricantes de aviões do mundo
Após meses de expectativa, a Embraer e a Boeing anunciaram nesta quinta-feira (5) que fecharam um acordo que prevê que a americana terá 80% de uma nova empresa de aviação comercial e a brasileira, os outros 20%.

As duas companhias assinaram memorando de entendimentos que inclui os negócios em aviação comercial, tanto a fabricação de aeronaves quanto os serviços. A transação avalia o negócio de aviação comercial da Embraer em 4,75 bilhões de dólares. Assim, a americana vai pagar 3,8 bilhões de dólares pela fatia de 80% na nova empresa.

"Com essa parceria estratégica, estamos em uma posição ideal para gerar valor significativo para os clientes, empregados e acionistas de ambas as companhias, e para o Brasil e os Estados Unidos. Esta importante parceria se alinha claramente com a estratégia de longo prazo de investir em crescimento orgânico e retorno de valor para os acionistas, complementada por arranjos estratégicos que possam acelerar nossos planos de crescimento", afirmou, no comunicado, o presidente do conselho e diretor-executivo da Boeing, Dennis Muilenburg.

"O acordo com a Boeing vai criar a parceria estratégica mais importante da indústria da aeroespacial, fortalecendo a liderança de ambas as companhias no mercado global. A combinação de negócios com a Boeing deve criar um ciclo virtuoso para a indústria aeroespacial brasileira, aumentando o potencial de vendas, produção, criação de empregos e receita, investimentos e exportações. Com isso, aumenta valor para clientes, acionistas e funcionários", disse o presidente da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva.

Em dezembro, a Boeing apresentou uma proposta agressiva, que previa a aquisição de toda a Embraer, mas os termos foram rejeitados pelo governo brasileiro. Questões relacionadas a informações estratégicas dos projetos militares foram o principal ponto de objeção. Diante do impasse, a gigante americana fez, então, uma nova proposta em janeiro, deixando com a Embraer apenas a divisão de defesa, o que também não foi aceito. Dessa vez, pesou o argumento da falta de sustentabilidade, uma vez que o segmento sobrevive graças ao orçamento público, cada vez mais restrito.

A Boeing é a maior exportadora dos Estados Unidos, com um faturamento anual de mais de 90 bilhões de dólares, enquanto a Embraer fatura 6 bilhões de dólares. A parceria vai permitir à companhia brasileira maior acesso ao mercado internacional (venda de aeronaves, inclusive militares) e compra de insumos por um custo menor, além de preservar empregos no Brasil, disse um técnico da área econômica.


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