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Na carona da violência

Veja o que passam motoristas durante assaltos a carros em Novo Hamburgo

Não há padrão nos furtos ou roubos na cidade
11/07/2018 07:08 11/07/2018 08:08

Alan Machado/GES
Assalto a mão armada é comum em Novo Hamburgo
Não há horário nem dia marcado para os criminosos atacarem. O certo é que qualquer motorista pode ser a próxima vítima, estando em carro ou moto. As maneiras de cometer o crime também oscilam. Às vezes, as vítimas são atacadas por bandidos em motocicletas, carros e, até mesmo, de bicicleta ou a pé. Na maioria dos casos, os criminosos estão armados. Para mostrar como é o dia a dia dos crimes de furtos ou roubos de veículos em Novo Hamburgo, o Jornal NH fez uma análise detalhada em oito dias aleatórios do mês de junho, reunindo algumas das ocorrências registradas na Polícia Civil. Em muitos casos, as vítimas tiveram seus pertences levados, como bolsas, mochilas, celulares e documentos. Nos dias analisados, houve ao menos 13 crimes deste tipo.

Deste número, apenas uma das ocorrências registradas foi de furto a veículos. Nos outros crimes houve ameaças e, em alguns casos, agressões físicas. Em dez das 12 ocorrências de roubos registradas, as vítimas foram surpreendidas por dois homens, geralmente armados. Não há um padrão: eles podem chegar em outro carro, motocicleta, a pé e em bicicletas. Também não há períodos específicos do dia. Às vezes, os assaltos acontecem no meio da manhã, começo da madrugada, à tarde, e em diversos horários da noite.

É uma pequena reprodução da realidade difícil vivida pelos hamburguenses no dia a dia, quando saem para trabalhar e são roubados.

Queda

Conforme revelado ontem pelo Jornal NH, há registro de queda nos números de roubo e furtos de veículos nos últimos anos. Em todo ano de 2016, foram 1.774 crimes deste tipo em Novo Hamburgo. Em 2017, 1.551. O primeiro semestre de 2018 apontou 811 registros. Ainda assim, a insegurança é grande. Pessoas são assaltadas ao parar em um semáforo e ou têm seu veículo levado após minutos estacionado pelas ruas da cidade. A comunidade se sente intimidada.


Bandidos procuram ter boa aparência pra disfarçar

Não há um perfil de criminoso, entretanto, segundo o titular da 3a Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (DPRM), Rosalino Constante Seara, os bandidos procuram ter boa aparência para que as pessoas ao redor não desconfiem. Eles agem, normalmente, em motos por ser um meio de locomoção mais rápido.

“Eles ficam em locais aguardando a pessoa estacionar e atacam, geralmente em duplas. Muitas vezes, eles têm um apoio de um outro veículo”, afirma Rosalino.

Quanto ao perfil dos assaltados, o delegado reitera que o criminoso conhece a rotina da vítima. Segundo o delegado, mulheres e idosos são potencialmente mais sujeitos a serem vítimas por não terem o costume de reagir e por condição física. Evidentemente, homens também são vítimas dos criminosos. “Ele (bandido) mostra o volume na roupa para mostrar que está armado e isso assusta”, comenta.

O delegado acredita que em muitos casos, se não a maioria, as vítimas costumam ser surpreendidas pela situação. “Elas não observam quando saem e voltam para casa. Saem do carro falando ao celular. O criminoso está observando tudo isso.”

Furtos em veículos e prevenção

Além de veículos serem levados pelos criminosos, há ocorrências registradas de furtos em veículos, quando apenas pertences ou objetos das vítimas são levados de dentro dos carros e os veículos não são furtados. Exemplos deste tipo de crime aconteceram no início da noite da terça-feira, 19 de junho. O primeiro na Rua Arapei, bairro Jardim Mauá, às 18 horas. Um homem, de 30 anos, deixou o veículo estacionado no local por cerca de três horas. Quando retornou, o carro havia sido arrombado. Foram levados o estepe, as duas rodas do lado direito e uma raquete de tênis. O outro furto em veículo foi registrado por volta das 18h15. Bastaram 10 minutos para os criminosos agirem. A vítima foi uma mulher, de 38 anos, que deixou o carro estacionado na Rua Quintino Bocaiuva, no Centro.

Foram levados celular, documentos, cartões de crédito e uma mochila com material escolar. O titular da 3ª DPRM, Rosalino Seara, orienta que os motoristas não deixem seus bens à vista dentro dos veículos. “O carro tem que ter alarme, tranca com cadeado nos veículos mais velhos, corta corrente, essas coisas. (As pessoas) precisam evitar estacionar em locais de menos movimento, porque tudo é oportunidade”, ressalta. “O bandido fica observando e se a pessoa dá abertura, ele vai agir. Então é preciso ter esses cuidados para não ser vítima”, completa.

Dicas para não ser uma vítima

Rosalino Seara reforça atitudes preventivas que as pessoas devem ter quando estão nas ruas em seus veículos. A começar pela observação do ambiente em que se encontram e se há ou não a presença de algum suspeito. “O motorista não deve ‘embicar’ o carro logo quando chega em casa. É importante observar se não está sendo seguido ou observado”, pontua. Outro conselho do delegado é que os motoristas evitem ficar muito próximos ao veículo da frente, pois o espaço dá a oportunidade de fazer alguma manobra de emergência. Evitar sair com muito dinheiro e joias também são dicas. Caso haja suspeita, o delegado orienta que se desloquem a locais com maior movimento ou, ainda, em direção a uma delegacia, vá atrás de algum veículo da Brigada Militar, por exemplo, tente ligar para o 190, relatando que está sendo seguido. Segundo ele, os bandidos costumam evitar onde há muitas pessoas. “As pessoas precisam estar mais atentas.”


Jornal NH
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