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Gramado

Veado-catingueiro reabilitado em zoológico retorna para a natureza

Em junho, animal foi atropelamento na Rota do Sol e resgatado das ferragens de um carro
11/07/2018 14:58 11/07/2018 21:49

Divulgação
Após tratamento intensivo no Gramadozoo, o animal voltou para o local de onde não deveria ter saído, a natureza.
O caso de um veado-catingueiro atropelado na Rota do Sol alerta para um problema recorrente nas estradas brasileiras: o elevado índice de atropelamentos de animais silvestres.

Anualmente, 475 milhões morrem nas rodovias do País. O cervídeo, um macho adulto, não entra nas estatísticas graças ao trabalho de uma série de voluntários e profissionais.

Após tratamento intensivo no Gramadozoo, o animal voltou para o local de onde não deveria ter saído, a natureza.

Soma de esforços

O animal foi resgatado das ferragens de um carro por dois amigos, Samuel Germann e Rodrigo Gross, do grupo Trilheiros do Guará, de Itati. Eles estavam em um posto de combustíveis da cidade quando o veículo chegou com o animal preso na lataria do para-choque, abaixo do motor.

Conforme Gross, que gravou a retirada com o celular, o veículo andou por aproximadamente 20 quilômetros com o cervídeo preso nas ferragens. O acidente ocorreu no domingo, 3 de junho, por volta das 19 horas, na Rota do Sol (RS-453), e o resgate foi no primeiro posto após a descida da serra. “Teve gente que sugeriu carnear o bichinho, mas não deixamos. Vimos que ele estava vivo”, conta o trilheiro.

Depois de socorrer o animal, os amigos acionaram as equipes da Associação de Preservação Ambiental Mata Paludosa, que fez os primeiros socorros. Em contato com o Setor de Fauna da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sefau-Sema), o animal foi transferido para o hospital veterinário do zoológico de Gramado.

O atendimento de urgência começou ainda na noite de domingo, por volta das 22 horas. “Ele chegou em estado bem grave, mas não tinha nenhuma fratura óssea. Fizemos a medicação e o colocamos em repouso”, conta o veterinário Renan Alves Stadler, responsável técnico do Gramadozoo.

Tratamento intensivo

Na área de quarentena do zoo, a maior preocupação dos veterinários era de que o animal sofresse de miopatia de captura, uma doença desencadeada pelo estresse agudo. “Nas primeiras 48 horas, o risco é o coração fibrilar, o que poderia provocar a morte”, conta.

Segundo Stadler, o veado permaneceu deitado nos dois primeiros dias. Além de soro, o animal recebeu analgésicos para aliviar a dor. Exames de ultrassonografia descartaram a existência de lesão interna nos órgãos abdominais. “Ele não levantava. Nós fazíamos soro na veia e o alimentávamos também com uma papinha especial, que tinha couve, pasto e suplementos”, explica.

O veterinário recorda que o paciente foi recuperando as forças aos poucos e logo ficou sobre as quatro patas. Com a recuperação plena, ele ficou apto para voltar ao habitat natural. Equipes do Gramadozoo e da Secretaria do Meio Ambiente realizaram a soltura do cervídeo na natureza. O local e a data da soltura não foram divulgados para preservar o animal.

“Quando recebemos um animal, sempre trabalhamos para reintrodução. Muitos não têm a mesma sorte. Sofrem lesões que os impossibilitam de conseguir sobreviverem sozinhos. O rápido resgate, a comunicação ágil, nossos esforços e uma dose de sorte contribuíram para a reabilitação. Foi praticamente um milagre”, comemora Stadler.

Campanha

Em parceira com a Sema, o Gramadozoo pretende usar o caso de sucesso do veado-catingueiro para criar uma campanha de conscientização para a redução do número de atropelamentos nas estradas brasileiras. “Na imensa maioria, os animais não sobrevivem. O número de atropelamentos é impressionante. No Brasil, as estimativas são de que mais de um milhão de animais é atropelado diariamente”, afirma.


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