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Novo Hamburgo

UPA Centro fica superlotada; espera por atendimento chegou a 7h30

Pacientes reclamaram de muita demora nos atendimentos durante a quarta-feira
12/07/2018 06:33 12/07/2018 06:49

Foram quase 7h30 de espera para que a atendente de farmácia Jéssica Isquier Gonçalves, 23 anos, conseguisse atendimento para a filha Sophia Gonçalves Dresch, de dois meses, nesta quarta-feira (11), na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Centro, em Novo Hamburgo. A mãe Vera Isquier, 55 anos, do lar, conta terem chegado por volta das 11h50, mas só foram chamadas por volta das 19h15, quando a pequena, que apresentava, segundo a familiar, dor de garganta e tosse, foi consultada por um dos dois pediatras em trabalho. Assim como elas, outras pessoas lotaram o saguão do estabelecimento de saúde durante o dia e na noite de ontem. A emergência atendeu acima da capacidade, demandando a atenção, também, de outros três médicos clínicos.

A superlotação da casa de saúde também é justificada pelo coordenador-técnico da UPA Centro, José Jardim, pela sobrecarga na Emergência do Hospital Municipal, onde os serviços, de acordo com a Fundação Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH), atendiam acima da capacidade ontem. O prazo máximo de espera na UPA, pelo protocolo, é de seis horas.

Apesar de a emergência da UPA Centro estar superlotada, Jardim argumentou que o problema é intensificado pelo fato de muitos atendimentos serem casos para Unidades Básicas de Saúde. “A nossa prioridade são os pacientes em risco de vida. Aqueles em situação estável, nas classificações azul ou verde, são obrigados a esperar.” O secretário de Saúde de Novo Hamburgo, Naasom Luciano, foi procurado pela reportagem, mas disse desconhecer a situação dos atendimentos ontem.

Demanda alta

Desde a inauguração da UPA Centro, no dia 23 de junho, Jardim conta que a emergência da unidade fica lotada constantemente. Ontem à noite, dois pacientes estavam neste setor, aguardando transferência para o hospital. “Nem sempre conseguimos leitos de imediato”, pontua. A UPA também estava com os dez leitos da observação e os cinco leitos de pediatria ocupados. Dentre os que aguardavam para atendimento, por volta das 19h30, a dona de casa Joseane Coleraux, 21 anos, desde as 15h30 com o filho de quatro meses com infecção no ouvido.

“Só falaram que tínhamos que ter paciência”, lamenta. A FSNH, através da assessoria de imprensa, disse que “as baixas temperaturas, associadas ao volume de casos graves, aumentaram o fluxo de pacientes na UPA Centro”.

Quando ir às UPAS Centro e Canudos

- Parada cardiorrespiratória, dor torácica intensa
- Coma, derrame, hemorragia
- Falta de ar intensa, crise asmática
- Convulsão, intoxicação, sangramento
- Fraturas, choque elétrico, luxação, entorse
- Dor intensa ou de início imediato
- Alteração súbita de comportamento, agitação ou desmaios
- Diabético com alterações
- Acidentes por animais peçonhentos

Fonte: Prefeitura de Novo Hamburgo

Durante reportagem, jornalista do NH é isolado na UPA por GM

A reportagem do Jornal NH teve seu trabalho dificultado ontem na UPA Centro. Após fazer fotos e iniciar entrevista com uma paciente que aguardava atendimento, o repórter Cristiano Santos foi retirado do saguão principal, por um guarda municipal que se identificou como Ayres, em dois momentos. No primeiro deles, foi levado a um corredor isolado. O agente, então, questionou se ele tinha autorização para fazer imagens. O repórter disse que havia contatado a assessoria de imprensa. Após o rápido diálogo, Santos retornou ao saguão. Mas, em seguida, foi novamente interrompido e conduzido a outro corredor separado do local em que os pacientes aguardavam. Ali, precisou esperar até a chegada do coordenador técnico da UPA, José Jardim, que também não permitiu que retomasse seu trabalho.

A autorização só veio depois que Jardim fez contato com o presidente da Fundação de Saúde de Novo Hamburgo, Ráfaga Fontoura. Durante os cerca de 15 minutos em que ficou isolado e sem poder ter contato com os pacientes que aguardavam atendimento, Santos foi informado de que a única hipótese para deixar o local era se fosse para o lado de fora da UPA. O corredor em que ficou no segundo momento é de acesso às salas de atendimento. Uma porta, que ficou fechada e monitorada pelo guarda, separa esse espaço do saguão principal.



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