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Novo Hamburgo

À espera de recursos, pacientes estão há mais de 60 dias na fila da oncologia

Prefeitos e representantes das prefeituras da região participaram de reunião com o Hospital Regina, prestador de serviços na área pelo SUS
12/07/2018 08:24 12/07/2018 09:17

Arquivo GES
Prefeita de Dois Irmãos, Tânia Teresinha
Enquanto ainda aguardam resposta do Ministério da Saúde sobre recomposição do teto financeiro federal para atender pacientes oncológicos, prefeitos e representantes das prefeituras da região participaram nesta quarta-feira (11) de reunião com a diretora-executiva e o responsável técnico pelo setor de Oncologia do Hospital Regina, Gisele Albaneo e Antonio Fabiano Ferreira Filho.

O hospital, em Novo Hamburgo, é o prestador de serviços pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e atualmente a fila de espera para atendimento é de cerca de 200 pacientes. “A expectativa é este aumento do teto financeiro e estamos unindo esforços com a prefeitura de Novo Hamburgo, que é a reguladora, o prestador, que é o Regina, e municípios para avaliarmos a triagem dos pacientes e o produto final, que é colocar as pessoas em primeiro lugar”, afirma a presidente da Associação dos Municípios do Vale do Rio do Sinos (AMVRS) e prefeita de Dois Irmãos, Tânia Terezinha da Silva.

No dia 5 de julho, uma comitiva liderada pela AMVRS teve uma reunião no Ministério da Saúde, em Brasília, para pressionar o governo em busca da recomposição do teto financeiro federal, incremento de R$ 427 mil mensais e R$ 5,1 milhões ao ano, que beneficia pacientes de Novo Hamburgo, Dois Irmãos, Estância Velha, Campo Bom e Ivoti.

“Enquanto aguardamos o retorno estamos novamente com uma fila significativa, alguns pacientes com mais de 60 dias de espera e a maioria já com o diagnóstico de câncer. Poderia haver uma força-tarefa novamente para avaliar estes casos”, ressalta a secretária de saúde de Campo Bom, Suzana Ambros Pereira.

Para hospital, não há como resolver o problema sem recursos

Para a diretora-executiva do Hospital Regina, Gisele Albaneo, não há como resolver o problema sem o aumento do recursos financeiros. “Nós temos estrutura, temos pacientes, o que falta é o aumento do teto financeiro. A única saída é esta mobilização para que haja a recomposição. Também é necessário que haja ajuste entre os municípios para que a regulação seja otimizada”, avalia Gisele.

Conforme a prefeita de Novo Hamburgo, Fatima Daudt, o modelo de regulação existe há bastante tempo e foi herdado por esta gestão. “Este modelo foi uma herança. Precisamos nos reunir e avaliar como melhorar este sistema”, observa a prefeita de Novo Hamburgo.

Atualmente são atendidos no Regina cerca de 900 pacientes de consultas e reconsultas, 620 pacientes que fazem quimioterapia e 115 internações. “E temos mais de 4 mil pacientes ativos na oncologia. Este valor que recebemos atualmente do governo é abaixo da média e o Regina é um hospital reconhecido como serviço de excelência”, destaca Filho.

Saúde via judicial

A judicialização da saúde foi outro tema levantado durante a reunião. “Tivemos uma ação judicial em Ivoti por situação que foi cumprida, o paciente teve atendimento, mas foi pouco tempo depois de terminar prazo estipulado pela Justiça. Fomos multados em R$ 50 mil e isso faz falta. Precisamos avaliar e debater também o que fazer nestes casos, este ônus sempre cai para o município, mesmo que a resolução do problema não dependa dele”, comenta o prefeito de Ivoti, Martin Kalkmann.

Tempo de espera

A expectativa é que com a recomposição do teto financeiro, o atendimento não ultrapasse 60 dias após o diagnóstico, o que para a prefeita de Dois Irmãos e presidente da AMVRS, já é muito. “Infelizmente, zerar a fila é impossível, porque sempre surgem novos casos, mas queremos ter como limite máximo estes 60 dias, o que para mim ainda é muito tempo. O câncer é algo que não se pode esperar, tu não pode olhar no olho do paciente e dizer para ele ter calma que ficará tudo bem, não é como um caso ortopédico, por exemplo”, diz Tânia.

Participaram do encontro na Universidade Feevale, ainda, os prefeitos William Winck, de Lindolfo Collor; Luciano Orsi, de Campo Bom e Gilmar Führ, de Presidente Lucena, e representantes das prefeituras de Sapiranga e Estância Velha.



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