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Na carona da violência

Os 20 pontos mais visados por ladrões de carros em Novo Hamburgo

Cruzamento de dados da Polícia Civil aponta os lugares mais perigosos de Novo Hamburgo
12/07/2018 10:41 12/07/2018 11:13

De todas as 811 ocorrências de roubos e furtos de veículos consumados e registrados em delegacias de Novo Hamburgo de janeiro a junho deste ano, há locais onde há maior incidência desses tipos de crime. No período, os três bairros que mais registraram estes crimes foram Canudos, com 137 ocorrências, o Centro, com 114, e o Rio Branco, com total de 66, conforme tabela divulgada na primeira parte da reportagem, na edição de 10 de julho.

Por meio de dados repassados pela Polícia Civil, o Jornal NH apurou os 20 pontos mais perigosos da cidade para os motoristas. Nos seis primeiros meses do ano, em praticamente todos os dias houve pelo menos um registro de ocorrência de roubo e furto a veículos.

Este mapa ao lado é um diagnóstico da insegurança na cidade, especialmente para quem circula com seu veículo pelas ruas. Além de servir como alerta para a população, espera-se que as autoridades governamentais ligadas à segurança pública, em todas as instâncias, consigam reverter este quadro. Enquanto motoristas, queremos ter a oportunidade de circular pelas ruas sem receio e olhares tensos, reflexos do medo do que pode nos acontecer. É direito do cidadão exigir que o drama dos roubos e furtos não permaneça num ciclo vicioso, onde, quem paga pela insegurança é a própria população.


“Todo o sistema enfrenta uma crise”, diz delegado

O titular da 3ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (DPRM), Rosalino Seara, critica a realidade do prende e solta. “Se não prende, vira um caos. Aí se prende, ele (criminoso) logo sai. Hoje em dia tem que escolher quem bota na cadeia e o bandido não fica preso porque não tem vaga. Todo o sistema enfrenta uma crise e a sociedade clama por segurança”, afirma. De acordo com ele, a impunidade é fundamental para que o crime cresça cada vez mais. “Ele (criminoso) sabe que vai ficar pouco tempo preso. No presídio, continua cometendo crimes. Depois vai para o semi-aberto e, na sua folga, comete outros crimes”, exemplifica o titular da 3ª DPRM, trazendo, na sua visão, uma resolução.

“É preciso ter a certeza da punição. O bandido tem que pagar pelo mal que fez à sociedade. É preciso haver um endurecimento no sistema para pararmos de trabalhar em cima do retrabalho com esse prende e solta, prende e solta. As facções estão virando máfia, o sistema está contaminado e a gente só quer procurar fazer o melhor e criar a melhor alternativa”, diz Rosalino.

Reflexos do caos da superlotação de presídios

Carolina Zeni/GES-Especial/ Arquivo
Sem vagas em presídios, DPPAs enfrentam superlotação há mais de dois anos

Está correta a crítica feita pelo delegado Rosalino quando diz que, muitas vezes, a Polícia deixa de realizar operações, nas quais se sabe que haverá um grande número de prisões e sabendo de que isso gerará o caos nas já tão prejudicadas delegacias. Quem defende esta posição é o titular da Vara de Execuções Criminais (VEC) do 1º Juizado de Novo Hamburgo, Carlos Fernando Noschang, que afirma que durante muitos anos “o sistema penitenciário foi deixado de lado pelos governantes”.

De acordo com Noschang, as casas prisionais, à época já sem estrutura, foram apenas se “sucateando” mais e virando locais sem a menor dignidade. Acrescido a isso, o número insuficiente de vagas tornou tudo pior até que se chegasse à situação em que hoje a região e o Estado se encontram: presídios superlotados e sem capacidade de receber os indivíduos que são presos diariamente. “Por consequência, ficam detidos nas delegacias, onde não há celas com estrutura para essa finalidade, uma vez que se tratam de mero espaço de contenção, sem assento, sem banheiro e com dimensões reduzidas”, analisa o juiz.

Segundo o magistrado, o que acaba acontecendo, então, é que os presos ficam contidos no lado de fora do prédio, sem abrigo, sujeito às adversidades e em condições ainda piores do que nos presídios. Os casos de superlotação na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Novo Hamburgo, por exemplo, diversas vezes foram noticiados nas páginas dos Jornal NH no começo deste ano e em 2017. O juiz acrescenta que, nestas situações, há outros problemas, como a situação dos policiais militares, que acabam ficando nesses locais, fazendo a custódia dos presos ao invés de estarem exercendo o policiamento ostensivo nas ruas, protegendo a comunidade.

Ações integradas são importantes

Diversas medidas poderiam ser tomadas para a diminuição na criminalidade. Entretanto, dependem de uma série de ações de educação, restruturação e mudanças do código penal. Na prática, Rosalino acredita que as ações integradas entre as forças de segurança como prefeituras, Poder Judiciário, Ministério Público, Brigada Militar, Guarda Municipal, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Rodoviária Estadual, Bombeiros. Toda vez que se consegue realizar operações envolvendo os diversos órgãos responsáveis pela segurança no Estado e região, os resultados são positivos. É o que aponta o delegado Seara. “Ações como essa inibem a criminalidade, que muitas vezes envolvem helicópteros. Aterroriza um montante de criminosos da nossa região, que ‘se mandam’. E isso dá uma sensação de segurança para a comunidade”, declara. Juntos é possível fazer pesquisas, monitorar as áreas de maior conflito e atuar nas zonas mais conflagradas.

Susepe cita novas vagas em cadeias

Sobre a falta de vagas em presídios, citada por Noschang, a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) por meio do Departamento de Segurança e Execução Penal (DSEP), informou, em nota, que “disponibiliza servidores que trabalham em esquema de plantão durante 24 horas, inclusive em fins de semana, para reduzir o índice de presos que aguardam vagas em delegacias de polícia da capital e região metropolitana”.

Estes servidores monitoram dezenas de estabelecimentos prisionais, cujo processo se inicia a partir da análise de iminentes progressões de regimes, segundo o órgão estadual. “Após este trâmite, a Susepe solicita autorização junto ao Poder Judiciário para soltura de preso, assim, a vaga é ocupada”, explica. A busca é “incessante” para que presos não fiquem nas delegacias de polícia, o que ocorre devido à superlotação dos presídios e aumento do número de prisões nos últimos 18 meses, de quase seis mil pessoas, conforme a Susepe.

O órgão afirma que fez esforço para abertura e ocupação dos módulos 2, 3 e 4 do Complexo Prisional de Canoas, gerando mais 2.415 vagas. Também foram inaugurados três Centros de Triagens em Porto Alegre, somando (241 vagas) e há, ainda, previsão para entrega, em setembro, do Presídio Estadual de Porto Alegre ao lado da Cadeia Pública, este totalizando 415 vagas.




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