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Cuidado

Fogos de artifício provocaram mais de 5 mil internações

Acidentes com artefatos explosivos podem se tornar muito comuns nesta época de comemorações
05/07/2018 09:35 05/07/2018 09:35

StockSnap/Pixabay
Fogos de artifício
É tempo de muita festança junina e de celebrar as vitórias em campo com a Copa do Mundo. Porém, em meio a estas comemorações, também vem a preocupação com o uso indevido dos fogos de artifício.

O cirurgião plástico Márcio Castan, médico do Hospital de Pronto Socorro de Canoas (HPSC), lembra que todo o cuidado é pouco para evitar as queimaduras causadas pelos artefatos nesta época.

Segundo o levantamento elaborado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), em parceria com as Sociedades Brasileiras de Cirurgia da Mão (SBCM) e de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), o manuseio inadequado de fogos de artifício levou à internação hospitalar de 5.063 pessoas entre os anos de 2008 e 2017. No Rio Grande do Sul, durante este período, 117 casos foram registrados.

Lesões

O médico de Canoas explica que a faixa etária que mais se fere é a de pacientes de 15 a 40 anos do sexo masculino. “Dependendo do trauma sofrido, as condições variam de pequenas lesões, queimaduras até a amputação de membros, principalmente dos dedos”, explica Castan.

O cirurgião plástico ainda ressalta que cada caso é diferente, mas para restabelecer a função do membro amputado é preciso intervenção cirúrgica. Ele salienta que “o tratamento pode durar meses e, dependendo da condição do paciente, é preciso um trabalho conjunto com a fisioterapia. Além disso, o prejudicado fica fora do mercado de trabalho neste período de recuperação”.

Em caso de acidente, as pessoas devem lavar o ferimento com água corrente, evitar tocar na área queimada e não usar nenhuma substância sobre a lesão – como manteiga, creme dental, clara de ovo e pomadas. É recomendado que se procure o serviço de saúde mais próximo, para atendimento médico adequado.

Casos na região

No período de 2008 a 2017, Sapucaia do Sul foi a cidade da região com maior número de ocorrências: quatro internações. Neste prazo, três pessoas em Novo Hamburgo e uma em São Leopoldo sofreram ferimentos graves por queima de fogos.

Mortes

Nos últimos 21 anos, o Brasil registrou 218 mortes por acidente com fogos de artifício. No período, foram 84 acidentes fatais na Região Sudeste, seguido de 75 na Região Nordeste e 33 na Região Sul. Já nas regiões Centro-Oeste e Norte, foram registrados, juntos, 26 óbitos.

Além de mortes – aproximadamente dez a cada ano –, e as lesões, queimaduras e até amputação de membros, o mau uso dos fogos pode causar lesões de córnea ou perda da visão e lesões auditivas.

Na série analisada pelo Conselho Federal de Medicina, o ano de 2014 foi o que registrou o maior número de acidentes. Naquele ano, o Brasil foi palco da Copa do Mundo, o que pode ter motivado o aumento no número de casos.

Em média, são registradas nos serviços públicos de saúde do País cerca de 80 internações ligadas a fogos de artifício somente no mês de junho.


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