Olá leitor, tudo bem?

Use os í­cones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, ví­deos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Rua Jornal NH, 99 - Bairro Ideal - Novo Hamburgo/RS - CEP: 93334-350
Fones: (51) 3065.4000 (51) 3594.0444 - Fax: (51) 3594.0448

PUBLICIDADE
Ginecologia

Entenda a endometriose e porque ela pode dificultar a gravidez

Segundo o ginecologista e obstetra Fabiano Vasconcellos, problema atinge cerca de 10% das mulheres em idade fértil
11/07/2018 11:01 11/07/2018 11:10

Divulgação
Fabiano Vasconcellos, ginecologista e obstetra
A endometriose é uma doença que atinge cerca de 7 milhões de mulheres só no Brasil e, segundo a Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE), mais de 60% das mulheres desconhecem seus sintomas.

Segundo o ginecologista e obstetra Fabiano Vasconcellos, a endometriose é definida pela presença de células glandulares endometriais longe do local usualmente encontradas, ou seja, fora da cavidade uterina.

“Ela acomete cerca de 10% das mulheres em idade fértil, prejudicando muito a sua qualidade de vida”, diz.

De acordo com Vasconcellos, a classificação atual divide a doença em três subtipos, dependentes do local e tipo de lesão apresentada, sendo eles: superficial (peritoneal), endometrioma (cisto de endometriose no ovário e endometriose profunda (quando acomete mais de 5 mm da camada muscular do tecido afetado).

Infertilidade

Para o médico, há uma relação estreita entre a infertilidade e a endometriose, afetando quase 50% das mulheres com dificuldades para gestar. “O principal motivo deve-se a reação inflamatória causada pelos focos de endometriose na cavidade peritoneal, que estimulam o sistema imunológico e liberam citocinas pró-inflamatórias que agridem os espermatozoides impedindo o sucesso reprodutivo”, cita.

Causa

Conforme o ginecologista e obstetra, a causa da doença não é totalmente conhecida e provada, porém, a teoria mais aceita, é a da menstruação retrógrada. “Acredita-se que o tecido endometrial viável seja disseminado na cavidade abdominal, peritônio e órgãos pélvicos através das tubas uterinas durante a menstruação”, explica.

Sintomas

Os principais sintomas da endometriose, segundo Vasconcellos, são: dor pélvica crônica, com dismenorreia (dor no período menstrual) e dispareunia (dor nas relações sexuais), infertilidade e massa pélvica (nódulos ou tumores).

Tratamento

O tratamento baseia-se na redução dos focos da doença através da cirurgia videolaparoscópica e do uso de medicações que suspendam os ciclos menstruais. “A potência da medicação utilizada depende do grau de comprometimento da doença, variando desde anticoncepcionais orais combinados até a análogos do GNRH (medicações que levam a mulher a uma menopausa artificial)”, frisa.

Diagnóstico

O diagnóstico baseia-se no anamnese detalhado, observando os principais sinais e sintomas, exame físico cuidadoso, focado na busca de nódulos endometriais no septo entre o intestino e a vagina, no aumento do volume ovariano e na dor a mobilização do útero. “Os exames complementares laboratoriais como o CA 125 e a prolactina costumam estar aumentados em caso de comprometimento pela doença”, destaca Vasconcellos.

Os exames de imagem como a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal realizado por examinador experiente e a ressonância magnética costumam ser muito úteis em caso de endometriose profunda. “A videolaparoscopia, com a visualização e biópsia dos focos de endometriose, permite o diagnóstico definitivo”, ressalta.


Jornal NH
PUBLICIDADE

WEBTV

PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS