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Henrique Pufal

Na briga pelos seus ouvidos

Leia artigo de Henrique Pufal
23/08/2018 09:00

Henrique Pufal Henrique Pufal é diretor do SinosNet

henrique.pufal@gruposinos.com.br

O segmento da música foi um dos mais impactados pela Internet, em função da facilidade de digitalização e compartilhamento de arquivos. A pirataria fez o faturamento do mercado global encolher cerca de 40% entre os anos de 1999 e 2014. 

Porém, depois de 15 anos de declínio, a partir de 2015, este mercado voltou a crescer graças aos aplicativos de streaming de música. Em 2017, pela primeira vez na história, o faturamento dos serviços de streaming superou o de vendas de cópias físicas de músicas.
O líder deste mercado é o Spotify, empresa sueca com cerca de 180 milhões de usuários, sendo que 83 milhões são assinantes mensais do serviço, o que corresponde a 46% da base. O grande diferencial é a curadoria baseada em inteligência artificial que sugere novas músicas e artistas para os usuários, em função dos seus hábitos e comportamentos anteriores.
O mais forte concorrente é o Apple Music, que conta com a vantagem de estar instalado em todos os dispositivos da gigante Apple. Graças a isto, ele vem crescendo de forma muito rápida e já possui mais de 40 milhões de assinantes.
Mas outros gigantes estão de olho neste segmento. Na última semana, a Amazon, a maior empresa de varejo on-line do mundo, anunciou que vai apostar alto na música. O principal motivo é que a música é uma das solicitações mais comuns recebidas pela Alexa, a assistente virtual da empresa, e o tempo de audição dobrou nos últimos 12 meses.
Apesar do impacto da Internet ter sido enorme, a música segue sendo uma companheira para todas as horas, seja no trabalho, no trânsito ou nos momentos de lazer.
E graças à Internet, os fãs de música deixaram para trás uma era de posse de uma quantidade limitada de discos e CDs para o acesso a um universo praticamente ilimitado de músicas, artistas e estilos musicais de qualquer lugar do mundo.


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