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Vote consciente

Nenhum percentual de votos em branco ou nulos pode invalidar uma eleição

Série especial começa nesta terça-feira e segue até 25 de setembro e abordará temas relacionados à eleição
14/08/2018 09:27 14/08/2018 09:29

Sputnik
Primeiro turno da eleição ocorre em 7 de outubro
Você, eleitor, já sabe em quem votar na eleição de outubro? Já tomou ciência de quem são os candidatos confirmados para concorrer ao pleito? Se ainda não tem essas respostas, tudo bem. Ainda há tempo para voltar as atenções às figuras políticas e suas propostas, segundo cronograma do calendário eleitoral. Inconcebível mesmo é não saber qual a importância do voto consciente nas eleições.

O assunto até pode ser clichê, entretanto, a cada quatro anos (dois, se lembramos do intervalo entre as eleições municipais e as gerais), políticos são eleitos democraticamente pelas urnas e, ainda assim, persevera inconformismo com a política. Então, onde está o problema? A importância do voto consciente é o tema da primeira reportagem da série “Vote Consciente”, do Jornal NH, que estreia hoje e se encerra em 25 de setembro. Ao longo deste período, uma vez por semana, um assunto específico de interesse dos eleitores será apresentado nas páginas do jornal.

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Para o exercício do voto consciente, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o eleitor deve estar atento à atuação de cada candidato, conhecer as ideologias dos partidos políticos e as ideias das legendas que são formadas no processo eleitoral. Uma ameaça para o exercício de senso crítico são movimentos que defendem a simples e mera adesão ao voto em branco ou nulo, em um processo de renovação da política.

Atenção

Especialistas são unânimes ao afirmar que o eleitor deve escolher um nome que atenda aos princípios da democracia, do bem comum e da coletividade. Nos próximos dias, segundo o calendário eleitoral, inicia-se o período em que está permitida a propaganda eleitoral, assim como comícios, carreatas, distribuição de material gráfico e propaganda na Internet. Uma oportunidade para se atentar aos posicionamentos quanto a determinados temas, as propostas concretas e ao histórico dos candidatos que disputam o voto dos eleitores.

Movimentos e conscientização

Uma das campanhas de conscientização do eleitor em nível nacional é encabeçada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Com o mesmo nome desta série, a campanha Vote Consciente, aqui no Rio Grande do Sul, foi lançada dia 8 de agosto, no Theatro São Pedro, em Porto Alegre. “A campanha destaca o planejamento do voto que é fundamental no processo democrático. A mudança na política começa pelo voto”, disse o presidente da OAB/RS, Ricardo Breier.

Entrevistas

Sueli Cabral Sueli Cabral – socióloga 

Segundo a doutora em Sociologia e professora da Universidade Feevale Sueli Cabral, o eleitor pode fazer a diferença observando o destino do seu voto. A busca assídua ao histórico do candidato, verificando as experiências passadas, projeções, ações e consulta à Lei da Ficha Limpa, aparecem como recomendações.

Como definir qual o candidato que merece seu voto em uma eleição?
Sueli Cabral - Escolha previamente um candidato que atenda aos anseios de forma plausível. Cuidado com verdades absolutas, pois os extremos são idiotas. Por exemplo, um vereador não pode prometer que vai mudar a Constituição. Então, escolha alguém que atenda aos princípios da democracia, do bem comum e da coletividade.

Existe muita insatisfação do eleitor com a política?
Sueli - Podemos votar e não queremos, não porque não se acredita em um ideal, mas porque não temos candidatos que possam expressar os anseios de uma nação. Não devemos só votar naqueles que aparecem apenas em época de eleição. Simplesmente votar em novos candidatos só por serem novos também não é o melhor, assim como o discurso do voto nulo ou branco não é correto. É preciso entender quem são essas pessoas e como agem, não de um modo paternalista, mas sim de forma ética. O importante é tentar errar menos. Não vejo uma mudança significativa acontecer por parte do eleitor a curto prazo.

Os votos em branco e nulos podem fazer a diferença em uma eleição?
Sueli - Desde a eleição de 1988, já com a nova Constituição, os votos brancos e nulos não fazem mais a diferença no resultado, ou seja, a votação é ganha pelos votos válidos. Claro que, individualmente, podem fazer uma diferença na disputa entre os candidatos, mas, no coletivo, não muda. Legalmente não está previsto que com mais de 50% de abstenções teríamos as eleições impugnadas.


Bruno Lima Rocha Bruno Rocha – cientista político

O cientista político e professor de relações internacionais e de jornalismo da Unisinos Bruno Lima Rocha entende que os eleitores ainda buscam poucas informações acerca das figuras políticas durante o período eleitoral. Mais do que isso, ainda lamenta a pouca participação dos brasileiros na escolha consciente dos candidatos nos pleitos. Rocha assegura também que os votos nulos e em branco não interferem no resultado de uma eleição.

Qual a importância do voto consciente?
Bruno Rocha - A consciência do voto é proporcional à informação do eleitor. A história regressa mostra que não se faz a melhor escolha e que tem mais desinformação do que informação. É desonesto atribuir ao eleitorado o pleno da escolha. Para melhorar a qualidade do voto são importantes três elementos: a vida regressa do candidato, o tipo de proposta que defende e o campo de alianças. Uma variável não anula a outra.

O eleitor sabe a função do voto em branco e do nulo?
Rocha - Pela lei não interferem no resultado, já que são contabilizados os votos válidos. Os brasileiros não estão treinados para a política. A cultura participativa nas eleições precisa ser arrancada à unha. O voto nulo e o branco vêm da falta de um maior engajamento político. É compreensível o desengano e desencanto com a democracia liberal depois de 2016. Em geral, a definição do representante do eleitor está em escolhas entre indivíduos e impactam mais os afetos, do que a escolha politizada.

As propagandas políticas podem ajudar na definição do candidato?
Rocha - A televisão tem importância nas eleições. Alguns candidatos que não têm muito tempo de horário gratuito possuem como opção a Internet e precisam fazer um trabalho muito grande no corpo a corpo. O campo de alianças ainda é importante na majoritária pelo horário político e palanques estaduais. A legenda acaba sendo proporcional ao tamanho da bancada.


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