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Eleições 2018

Voto consciente: entenda as atribuições de um presidente e de um governador

É preciso preparar bem o voto para depois não ter arrependimentos
11/09/2018 08:08 11/09/2018 08:48

Foto por: Sputnik
Descrição da foto: Primeiro turno da eleição ocorre em 7 de outubro
A terceira reportagem da série Vote Consciente apresenta hoje qual o papel do governador de Estado e também do presidente da República. Com o período eleitoral em andamento em todo País e as propagandas políticas a todo vapor nas ruas e nos meios de comunicação, os eleitores agora precisam ficar atentos às propostas que estão sendo apresentadas e debatidas nessa etapa. Aqui no Rio Grande do Sul, a disputa ao gabinete de governador do Palácio Piratini, sediado em Porto Alegre, possui sete concorrentes que disputam o maior número de votos válidos no próximo dia 7 de outubro.

Já na esfera nacional, o número de postulantes ao Palácio do Planalto conta com um total de 13 concorrentes nesse pleito. Segundo o cientista político e doutor em filosofia e ciências políticas Henrique Keske, o governador do Estado e o presidente da República são gestores políticos das demandas sociais da população, portanto, cabe a eles ter respostas e projetos que atendam seus anseios. “O voto é a transferência de poder. O eleitor passa seu poder para que o outro aja em nome dele. Faça isso em meu nome. É como se eu mesmo fosse agir”, afirmou. A doutora em História e professora de relações internacionais da Unisinos Sirlei Teresinha Gedoz destaca que as políticas governamentais em nosso País dependem muito de quem vai ser eleito. E isso não depende somente do Executivo, ou seja, do presidente na esfera nacional ou governador no que diz respeito ao Estado. Ela ressalta também cuidado na hora de eleger deputados estaduais e federais e a atenção quanto aos programas de governo.

Os presidenciáveis são:

* Álvaro Dias (Pode), coligação Mudança de Verdade (Pode, PRP, PSC e PTC)
* Cabo Daciolo (Patriota)
* Ciro Gomes (PDT), do Brasil Soberano (PDT e Avante)
* Eymael (DC)
* Geraldo Alckmin (PSDB), da composição Para Unir o Brasil (PSDB, PTB, PP, PR, DEM, SDD, PPS, PRB e PSD)
* Guilherme Boulos (PSol), com Vamos Sem Medo de Mudar o Brasil (PSol e PCB)
* Henrique Meirelles (MDB), com Essa é a Solução (MDB e PHS)
* Jair Bolsonaro (PSL), da coligação Brasil Acima de Tudo, Deus Acima de Todos (PSL e PRTB)
* João Amoêdo (Novo)
* João Goulart Filho (PPL)
* Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com O Povo Feliz de Novo (PT, PC do B e PROS) - Lula teve candidatura indeferida e PT tem até hoje para substituí-lo
* Marina Silva (Rede), com Unidos para Transformar o Brasil (Rede e PV)
* Vera (PSTU)



Estão na disputa ao Governo do Estado: 

*Eduardo Leite (PSDB), da coligação Rio Grande da Gente (PSDB, PTB, PRB, PPS, PHS, Rede e PP)
* Jairo Jorge (PDT), da Frente o Rio Grande tem Solução (PDT, Avante, PV, Pode, PPL, PMB e SDD)
* José Ivo Sartori (MDB), do Rio Grande do Sul no Caminho Certo (MDB, PSD, PSB, PR, PSC, PATRI, PRP, PMN e PTC)
* Júlio Flores (PSTU)
* Mateus Bandeira (Novo)
* Miguel Rossetto (PT), da coligação Por um Rio Grande Justo (PT e PCdoB)
* Paulo Medeiros (PCO)
* Roberto Robaina (PSol) da Independência e Luta para Mudar o Rio Grande (PSol e PCB)

Atenção quanto ao Pacto Federativo

Henrique Keske - professor do curso de Direito da Feevale e cientista político O cientista político Keske entende que o futuro governador do Estado, além de questões ligadas às principais demandas sociais, precisa dedicar atenção ao pacto federativo referente a dívida com a União. “Tem a insolvência por completo do já assinado maldito pacto federativo de uma dívida que aumenta exponencialmente. A possibilidade de qualquer governador poder fazer algo pelo Rio Grande do Sul implica a modificação do próprio pacto. Não apenas fazer a renegociação, mas sim romper”, recomendou. Ele ainda sugere que os eleitores fiquem atentos a um diferencial nessa campanha. “Prometer todos eles prometem. É preciso que estar atento e perguntar como fazer, de que modo”, observa.

Reformas necessárias

Diferente de outros Países do Mundo, o presidente da República no Brasil desempenha funções de Chefe de Estado e Chefe de Governo. “O presidente vai representar o povo brasileiro e enfrentar a desigualdade social, o acúmulo de renda do Brasil e desenvolver políticas públicas eficazes. Precisa ser o gestor da máquina pública sem detrimento aos três importantes valores, a Saúde, Educação e Segurança”, pontua Keske. Ele ainda sugeriu atenção do vencedor das eleições quanto às reformas. “É preciso continuar a política de combate à corrupção, tornar clara a Reforma da Previdência, repensar em outros moldes a Reforma Trabalhista que se mostrou enganada, porque aumentaria o nível de emprego e hoje tem 13 milhões de pessoas desempregadas”, diz, recomendando que o eleito deve ser bem articulado com o Congresso.

Eleito vai precisar de governabilidade

O candidato eleito necessita de uma base de fundo para assegurar a governabilidade. “Precisa articular e estar bem articulado no Congresso Nacional”, avalia Keske. O voto do eleitor também é importante para esse processo. “É importante não votar em nenhum parlamentar que está respondendo a qualquer tipo de processo. Atualmente, em torno de 60% dos deputados e senadores estão envolvidos em algum processo judicial em função da corrupção. Em média, renovamos em torno de 35 a 40% do Congresso a cada eleição”, projeta o cientista político. Ele torce para que a renovação nesse pleito seja maior, em razão dos movimentos contra a corrupção no País.

As eleições ao longo da história

De acordo com a doutora em História e professora de relações internacionais Sirlei Teresinha Gedoz, a importância do voto é crucial em uma sociedade desenvolvida. “Estamos em uma fase de acirramento da polarização da política e da relação entre a direita e esquerda na conjuntura internacional e de desdobramentos do capitalismo em todo Mundo”, avalia a historiadora quanto aos elementos referentes ao pleito do próximo dia 7 de outubro. “Uma eleição indireta em 1985 marcou o fim da ditadura. Enquanto em 1988 acontece a promulgação da Nova Constituição e no ano seguinte, em 89, os brasileiros elegem o candidato Fernando Collor de Mello em eleição direta”, lembra. “Antes, o governo era de cinco anos, sem reeleição. No ano de 1997, o então presidente Fernando Henrique Cardoso altera o sistema para o moldes atuais”, afirma Sirlei. Atualmente, um presidente, a exemplo do Governador, tem mandato de quatro anos e com possibilidade de reeleição para mais quatro.

Sem reeleição até hoje

A professora Sirlei chama a atenção ainda ao fato de que até hoje, a partir de 1982, com instituição de eleições diretas para o Governo do Estado, nenhum governador gaúcho conseguiu sucesso conquistando a reeleição ou elegendo seu sucessor. Esse é um caso de exceção em todo o País. O resultado das urnas sempre apresentou como vitorioso o candidato de oposição, ou então aquele que havia rompido com o governo. “O eleitor gaúcho não tem muita paciência e as disputas são muito polarizadas. Ninguém até hoje conseguiu se reeleger. O voto é muito volátil, vibra muito, de uma ponta a outra”, analisa. Antes do direito de voto em eleições diretas, o governador sacramentava ainda quem seriam os prefeitos. Essas definições aconteciam anteriormente em assembleias com membros em sua grande maioria da extinta Arena.



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