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Patrimônio perdido

Ficou só na memória

Estudantes do Colégio Sinodal e seu professor visitaram o Museu Nacional do Rio de Janeiro dias antes do incêndio
12/09/2018 20:31 12/09/2018 20:32

O incêndio, que atingiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro na noite do último domingo, destruiu cerca de 20 milhões de itens do acervo. Segundo o historiador, professor e escritor Martin Dreher, mais do que isso, as chamas consumiram uma parte da história do País. Junto com obras de arte, coleções de egiptologia, fósseis, documentos que traziam estudos de antropólogos como Giralda Seyferth, pesquisadora da imigração alemã no sul do Brasil, se perderam no meio do desastre.

O espaço, que muitas vezes foi a sala de aula de inúmeros estudantes – interessados, sobretudo, em saber mais sobre o Império do Brasil e o início da república brasileira – agora ficará somente na lembrança daqueles que tiveram o privilégio de estar no local.
Entre eles, estão 37 alunos do 9o ano do Ensino Fundamental das unidades de Portão e São Leopoldo do Colégio Sinodal. Eles foram ao Museu Nacional no último dia 28.

Acompanhados do pastor escolar Eloir Weber e do professor de história Daniel Assum, o grupo registrou alguns dos itens raros vistos no local – cujas imagens trazemos na edição de hoje.

Segundo Assum, a casa que abrigava o museu é anterior à chegada da família real, que veio para o Brasil em 1808, a fim de fugir das guerras napoleônicas. “A família real vem para o Brasil como forma de se proteger e acaba elevando o País a reino unido à Portugal, tirando do Brasil o título de colônia e passando a construir aqui um Estado. Eles vão morar primeiro no centro do Rio de Janeiro e depois se mudam para essa casa, que fica na quinta da Boa Vista e é o nome original daquela propriedade – doada por um comerciante”, ressalta.

Sarcófago egípcioEgiptologia
A coleção de Egito Antigo era a maior da América Latina e a única exposta no Brasil. “E de repente, agora, não temos mais acesso a isso. Quem quiser ver peças originais do Egito terá que viajar para outro país. A grande maioria das peças do Egito foi saqueada no século 19 e, por causa desses saques, uma parte delas veio parar no Museu Nacional”, frisa o professor.

Paleontologia
Essa foto, na qual os alunos estão à frente de um herbívoro, é uma reconstituição baseada nos ossos originais que foram desenterrados e que ficavam expostos abaixo, em vitrine. “A paleontologia brasileira, estudo da vida animal que antecede o homem, também tem um prejuízo enorme, pois o acervo destacado da paleontologia brasileira estava lá. Tanto esse esqueleto quanto os dois esqueletos de preguiça gigante que ficavam logo na entrada, se perderam, não existem mais”, salienta Assum.

Luzia Luzia
Essa foto é de uma reconstituição bem famosa do que teria sido o rosto da Luzia, com base nas características do crânio. “Foram encontrados também ossos da bacia e da canela. Ela é o fóssil humano mais antigo da América Latina, datado de 12 mil anos atrás”, explica o professor.

Arquitetura
Segundo Assum, a casa começou a ser erguida no início do século 19 e foi doada por um comerciante português, que certamente esperava benefícios comerciais. “A arquitetura que se perde é uma arquitetura incrível, pois essa casa foi sendo transformada ao longo do tempo, desde obras de arte que compunham o espaço, até a sala de estudos de Dom Pedro II, com um céu estrelado, pintado no teto. Antes dele viveu o avô, Dom João VI, e o pai dele, Pedro I”, frisa.


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