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Final de ano

Novo Hamburgo projeta 300 vagas temporárias até dezembro; veja expectativa na região

Incerteza econômica gera divergências. Uns estão otimistas e outros se mostram mais retraídos
22/10/2018 08:01 22/10/2018 10:18

Foto por: GES-Arquivo
Descrição da foto: Vaga temporária pode ser alternativa para quem busca emprego
Embora o atual cenário econômico do País seja delicado, há empresas da região que estão otimistas para as vendas de fim de ano. Ainda assim, a incerteza sobre o crescimento no comércio resulta em profissionais mais retraídos. O fato é que a mobilização para a contratação de pessoas para as tradicionais vagas temporárias já começou. A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Novo Hamburgo, por exemplo, projeta mais de 300 contratações até dezembro. Outras cidades divergem sobre a expectativa de vendas no período. Enquanto Ivoti, Estância Velha e Sapiranga esperam crescimento das vendas de 5% a 10%, Campo Bom, Dois Irmãos e Igrejinha estão mais cautelosas.

No cenário nacional, as vendas no comércio varejista apresentam uma estimativa de alta em torno de 4,5% neste ano, conforme a Confederação Nacional do Comércio (CNC) de Bens, Serviço e Turismo. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Novo Hamburgo (Sindilojas-NH), Remi Scheffler, ressalta, em contrapartida, que as contratações temporárias mostram um quadro mais tímido para este último trimestre do ano.

Conforme a Pesquisa de Temporários 2018, feita pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio-RS), as empresas que recorrerão a temporários afirmaram que pretendem contratar, em média, quantidade semelhante de trabalhadores que a realizada em 2017.

Scheffler acrescenta que a contratação pode ficar abaixo da estimativa de crescimento no setor para este ano. "Se prevê a estagnação ou até um retrocesso de 1% comparado às contratações temporárias do ano passado", afirma. 

O cenário, de acordo com o presidente do Sindilojas-NH, se deve principalmente à instabilidade política e econômica, além dos reflexos da greve dos caminhoneiros em maio deste ano, que inibiu o investimento em novas mercadorias por muitos lojistas. "Estes fatores intimidaram a intenção de consumo e travaram a vontade de contratar dos empresários do comércio", justifica Scheffler.

Estado projeta 15 mil vagas

O cenário no Rio Grande do Sul, conforme a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), é mais otimista. É previsto a geração de aproximadamente 15 mil vagas temporárias até o fim do ano. A projeção já teve início no mês de setembro, visando o Dia das Crianças celebrado em 12 de outubro. O presidente da FCDL, Vitor Augusto Kock, já havia destacado que este período é o mais dinâmico para os empregos temporários, já que oportuniza que empresários ampliem suas vendas e reforcem suas equipes.

Na região, algumas empresas vão contratar, mas em menor número. É o caso de uma empresa de calçados de Novo Hamburgo. O gerente Douglas Santos diz que vai chamar temporários, mas somente em novembro. "Foi e está sendo um ano bem judiado", justifica.

Expectativa na região

Novo Hamburgo

Enquanto o Sindilojas fala em estagnação das contratações temporárias, a CDL de Novo Hamburgo fala em aumento. Para o presidente da CDL hamburguense, Gilberto Kasper, o crescimento se dá especialmente devido às datas especiais. "Esse é o melhor momento para o comércio e a CDL-NH também auxilia os lojistas a aumentarem as vendas através da campanha de final de ano que sorteia prêmios", comenta Kasper. O comércio varejista deve abrir 300 vagas temporárias até dezembro.

Campo Bom

A movimentação em Campo Bom está pequena em comparação a anos anteriores e o empresário está mais cauteloso. Quem afirma é a secretária executiva da CDL local, Daiane da Silva. Não há estatísticas, mas se percebe que no ano passado havia maior fluxo de empresas buscando currículos. "Começamos a desenvolver uma turma de treinamento para pessoas que estão fora do mercado de trabalho para potencializar a busca delas para essas vagas", afirma Daiane.

Dois Irmãos

A presidente da CDL de Dois Irmãos, Margareth Spohr Finkler, afirma que as empresas estão tímidas, mas garante que haverá contratação de pessoas para vagas temporárias. O final de outubro é o período em que normalmente começam as admissões para os cargos. Neste ano, ficou para novembro. Ela diz que a projeção é de um incremento nas vendas de, no mínimo, 10%. "Estamos muito otimistas." A CDL de Dois Irmãos também responde por Santa Maria do Herval e Morro Reuter.

Estância Velha e Ivoti

O vice-presidente das CDLs de Estância Velha e Ivoti, Henrique Dienstmann, estima que nas cidades haverá aumento de 5% a 10% de contratações temporárias. "Ainda mais agora que vamos ter mudanças em contratação em relação à CLT (Consolidação das Leis de Trabalho) e isso pode modificar um pouco o cenário", explica. A partir de novembro, há setores que podem contratar mais, como de vestuário e calçados.

Igrejinha

A CDL de Igrejinha não trabalha com pesquisa e não faz levantamentos de dados de anos anteriores. Nem de vendas nem das contratações temporárias. Segundo a presidente da entidade, Giseli Selau, os lojistas ainda não dizem se vão contratar. "Talvez o pessoal do vestuário, por exemplo, se programe diferente. Assim como no calçado, onde a demanda é grande. Temos expectativa de vender, mas estamos num cenário complicado", destaca.

Parobé

A CDL Parobé é a mais otimista de todas as cidades da região. Estima elevar as vendas em torno de 35% a mais do que o período normal. "Ainda está um pouco parado, mas a expectativa é otimista. Acreditamos que vamos vender mais do que nos anos anteriores, e ela acompanha a contratação de temporários", comenta a secretária executiva da CDL, Ivonete Brandão. "Temos um banco de talentos onde disponibilizamos para o nosso associado solicitar o currículo", explica.

Sapiranga

O secretário da diretoria da CDL de Sapiranga, Ademir Gerson Deitos, estima de 100 a 150 novas vagas temporárias na cidade. "A expectativa é boa, mas a gente tem um pouco de incerteza em virtude da questão política do País. Não sabemos o que vai acontecer, mas todo mundo projetou crescimento de 10% a 15% em vendas, e o número de vagas deve acompanhar esse percentual", ressalta. "No ano passado, o número de vagas não foi tão grande. Estamos fazendo campanhas de final de ano, que começa em novembro, para fortalecer e criar esse momento", diz.

Como procurar

As vagas temporárias também podem ser oportunidade para quem deseja voltar ao mercado de trabalho. A professora de administração da Universidade Feevale Maria Cristina Bohnenberger salienta a importância da pessoa estar aberta a novas oportunidades. "Flexibilidade é a palavra chave em tempos de crise. E muita persistência", aconselha. Segundo ela, é necessário insistir tanto nas vagas online, nas agências de emprego como nas próprias empresas. Outro ponto importante é sobre a primeira impressão. "A melhor orientação é seja você mesmo. Respeite os horários, vista-se adequadamente, mantenha o celular desligado, responda às questões com segurança e firmeza. Por fim, acima de tudo: acredite em você.


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