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Sétima das Artes
Crítica

Crítica: Robin Hood - A Origem

Apesar de divertido, novo filme sobre o herói clássico não decola
28/11/2018 20:20 28/11/2018 20:26

Filmes sobre o herói folclórico medieval Robin Hood são comuns na história do cinema. A bem dizer, cada época costuma ter a "sua" versão. A mais importante, provavelmente, é As Aventuras de Robin Hood (1938), rodado num extravagante Technicolor por Michael Curtiz e tendo como protagonista perfeito Errol Flynn. 

Este Robin Hood - A Origem, portanto, é a versão 2018 da lenda e se pretende a ser uma história de origem. O que não deixa de ser estranho, já que a última (e fracassada) encarnação do personagem (de 2010, com Russel Crowe no papel e Ridley Scott na direção) mirava exatamente no mesmo apelo. 

Duplamente estranho, na verdade, é o fato de que todo o filme de Robin Hood ser uma história de origem. Aliás, costumam ser o arco completo do personagem: durante as Cruzadas, o nobre Robin de Loxley não concorda com as ações arbitrárias da nobreza durante a ausência do rei Ricardo Coração de Leão. Proclamado fora-da-lei, Robin se instala com outros perseguidos na Floresta de Sharewood, roubando dos ricos para dar aos pobres, até o confronto final com seus algozes e retorno do rei Ricardo -- a última vez que a lenda foi bem contada nas telas foi no pequeno clássico Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões (1991). 

Mas vamos a esta produção de 2018. A diferença para suas antecessoras é que o roteiro se apega menos aos aspectos lendários e tenta mudar os principais personagens para parecer estar "modernizado" o conto. Então João Pequeno vira um muçulmano negro (Jamie Foxx), Lady Marion vira uma líder do povo (Eve Hewson), e por aí vai. As mudanças possuem alguma justificativa aceitável? Não. É preciso entrar na brincadeira. 

Porque essa "modernização" vai para além dos personagens. A Inglaterra Medieval retratada tem pouco a ver com uma realidade histórica. Os cruzados se comportam em batalha como um pelotão de forças especiais dos EUA no Iraque ou Afeganistão. O discurso anti-Trump é nada sutil. 

Nessa brincadeira em que as flechas disparadas se multiplicam de maneira irreal, até o caráter de Robin se modifica. Ao invés do arqueiro que é mais certeiro com chistes sarcásticos do que com flechas, o herói (interpretado por Taron Egerton) é "sério". Sua construção de personalidade dupla (nobre de dia, ladrão à noite) deve mais a Batman (ou Zorro) do que ao fora-da-lei que conhecemos. 

Os atores se esforçam em seus papéis e as cenas de ação garantem um certo movimento. Porém, o roteiro precisava ser menos preguiçoso (há alguns furos, facilmente evitáveis). Porém, uma revisita aos clássicos com o personagens talvez seja uma opção de diversão mais agradável. 


Jornal NH

Sétima das Artes

por Ulisses Costa
setimadasartes@ziptop.com.br

Ulisses da Motta Costa é cineasta, professor e crítico. Dirigiu os curtas O Gritador (2006), Ninho dos Pequenos (2009), Kassandra (2013) e Luz Natural (2014), além de documentários, clipes e programas para TV. Considera o cinema uma desculpa para grandes aventuras e já filmou nos locais e condições mais improváveis. Até fez mochilão para o Rio de Janeiro para ser assistente de direção no curta Os Olhos de Cecília. Ministra oficinas e palestras sobre cinema para alunos do Ensino Médio e orientou a realização de inúmeros trabalhos escolares em vídeo. Atualmente, está envolvido em projetos de longa-metragem como roteirista e como preparador de elenco. Escreve o Sétima das Artes desde 2007 e também para a Like Magazine.

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