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Cris Manfro

Pai que é pai faz

08/07/2019 06:00

Cris Manfro é psicóloga clínica, terapeuta de família e casal e mediadora familiar
acmanfro@terra.com.br

Ela chega e diz que quer a separação e que não tem mais porque ficar casada, já que é responsável por tudo. Pelo funcionamento da casa, cuidado com as crianças, cachorro, e tem que dar conta da vida profissional. Ela esperava que o marido "ajudasse" no cuidado com os filhos, que se comprometesse e fosse responsável. Ele logo diz que sempre a "ajudou'. É nessa afirmação que está o problema. Pai que é pai, não ajuda. Pai que é pai faz e, exerce a paternidade, de forma igual nas tarefas e responsabilidades. Eu sei que você não esta acostumado, já que teve um pai que não fazia nada, que não "ajudava," e, tinha uma mãe que se engrandecia em fazer tudo sozinha. Mas, essa visão machista caiu por terra e você deve mudar.

Pai não é uma pessoa que passa de vez em quando para dar um olá e uma "ajuda" para facilitar o trabalho da mãe. Pai é aquele que assume a sua parte com comprometimento. Quando as mães pedem que os pais façam a parte deles com os filhos, é comum ouvir: "eu tenho que trabalhar", como se o trabalho masculino fosse mais importante que o feminino. Em caso de separação, muitos homens não querem a guarda compartilhada, pois, terão que ser tão responsáveis e comprometidos quanto as mães pelos filhos. Preferem "pagar," a ficar mais tempo com eles.

Não se preocupam com o lanche da escola, se as crianças têm tema, ou se precisam de fantasia para a festa junina. O pensamento é: "eu pago, logo, não tenho nada com isso." Não se preocupam em fazer programas com os filhos e, muitos os deixam em suas famílias de origem, passando a responsabilidade para as avós. Pior, que esse funcionamento é reforçado pela família que vêem esses homens como "coitados e sofredores." Ser bom pai e boa mãe, não tem ligação com gênero. Com ser homem ou mulher. Tem ligação com exercer cuidado, carinho, proteção e presença. Não presença em passadas de cinco minutos para "matar a saudade". Criança precisa de tempo e da participação junto das pessoas que ela ama, e que são importantes na vida dela. Precisa saber que estão disponíveis e receptivas para ela, não no quanto ela quer, mas no quanto ela precisa. É sofrido para um filho quando percebe que o pai ou mãe são dispensáveis. Pior, quando deixa de ser sofrido, pois, é triste quando um filho percebe que, não tem saudade, que pai ou mãe não fazem falta, ou que aparecem para perturbar, para suprir a própria culpa, por dever e, não por um querer genuíno de estar com os filhos e priorizá-los. É preciso cuidado, apoio e comprometimento mútuo para com os filhos. Começando pela mudança de palavras: pai não está aí para ajudar, mas, para fazer os 50% que lhe cabem.

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