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Pianista Asami Hagiwara abre temporada na Fundação Scheffel

Pianista com dupla nacionalidade, que se apresenta na fundação no sábado (6), vem pela primeira vez ao Brasil
03/07/2019 03:00 04/07/2019 07:02

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Repertório diferenciado: Asami Hagiwara é especializada em compositores nórdicos
Composições de países nórdicos da Europa ecoarão na Fundação Ernesto Frederico Scheffel, no bairro Hamburgo Velho, no sábado (6). Pela primeira vez no Brasil, a pianista Asami Hagiwara, que nasceu no Japão e é uma cidadã norte-americana, tocará obras de Sibelius, Barber e Grieg, a partir das 20h30, no auditório Adão Adolfo Schmitt, abrindo a Temporada Cultural 2019 no espaço, localizado na Rua General Daltro Filho, 911. A entrada é franca, mas pede-se a gentileza de confirmar presença pelo telefone (51) 3593-6233 ou museuscheffel@yahoo.com.br.

A temporada cultural, que abre neste mês com o recital internacional de piano, terá apresentações musicais até dezembro. "Poucos lugares do mundo têm oportunidade de ter uma temporada cultural em um belo espaço, com muita qualidade, tanto internacional, como nacional", destaca o curador da Fundação Scheffel, Angelo Reinheimer, que estima entre 200 e 250 pessoas em cada uma das apresentações.

A pianista Asami, 32 anos, está em solo brasileiro desde segunda-feira e permanecerá no País até o dia 16. O professor da Universidade de Pelotas e pianista Germano Gastal Mayer a acompanha em sua estadia no Rio Grande do Sul. No Estado, quarta e quinta-feira estará na Universidade Federal de Pelotas, onde dará um concerto, uma master class e uma palestra. Depois retorna à capital gaúcha na quinta-feira à tardinha. No sábado, recebe o público na Fundação Scheffel.

Após sua passagem pelo Rio Grande do Sul, ainda participará de um festival de pianistas em Piracicaba, Estado de São Paulo. Asami tem demonstrado, segundo Mayer, animação em poder tocar para o público brasileiro, que é completamente novo pra ela. "Ela tem um trabalho diferente, sua música é envolvente e tem belo currículo", destaca Reinheimer. Atualmente, a instrumentista é professora assistente de piano e chefe do setor de piano na Universidade de Minnesota Duluth.

''Ricas sutilezas''

Asami tem sido elogiada por sua "paleta de tons e cores quentes e ricas de sutilezas". Suas aparições incluem concertos na Áustria, no Canadá, na Finlândia, na França, na Alemanha, na Itália e nos Estados Unidos. Já se apresentou em festivais de música. Além do seu amplo repertório, que vai desde o barroco até a música contemporânea, a pianista é especializada nos trabalhos de compositores nórdicos, especialmente de Edvard Grieg e Jean Sibelius.

A temporada cultural

A Temporada Cultural 2019 será em homenagem aos 45 anos das ações pela preservação do Patrimônio Histórico e Cultural em Novo Hamburgo. O marco inicial em 1974 foi a escolha do casarão da família Adão Adolfo Schmitt para instalar a Fundação Ernesto Frederico Scheffel. Ao longo de 45 anos a instituição promoveu a pesquisa e a valorização do Patrimônio Cultural da cidade e região, em especial do Centro Histórico de Hamburgo Velho. "É um ano que deve ser festejado, mesmo que a gente está com essa situação complicada. E não é a primeira e nem será a última. Vamos continuar com essa luta do Scheffel", declarou, referindo-se ao arquivamento do processo de tombamento do corredur cultural de Hamburgo Velho.

A Temporada Cultural 2019 tem o patrocínio de Vila Rica Imóveis, Openfield, McDonald’s – (Canoas, Novo Hamburgo), Fundacred e de um patrocinador anônimo. As apresentações contam com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, Movimento Viva a Música, Rotary Club, Agência Meta e Marta Araujo Conteúdos Jornalísticos.

 

Com a palavra, Asami Hagiwara

Origem

Asami tem 32 anos. Nasceu em Chiba, Japão, e cresceu e estudou em Chicago, Illinois (EUA). Também morou e estudou em Viena (Áustria), bem como em Helsinki (Finlândia), para pesquisar durante seu doutorado.

O Brasil

Ela está muito animada de poder tocar para o público brasileiro, que é completamente novo pra ela. Também está empolgada em conhecer os pianistas brasileiros, por meio das aulas que dará no Rio Grande do Sul e São Paulo.

Repertório

O programa incluirá composições de países nórdicos da Europa. Essas obras são raramente tocadas fora desses países (com exceção talvez, da sonata de Edvard Grieg). "Eu queria evidenciar diferentes facetas estilísticas do compositor Jean Sibelius. Inicialmente eu estava fascinada por Edvard Grieg, mas percebi que a música dele é extensivamente tocada e pesquisada. Como eu ainda queria me manter com um tema nórdico, percebi a beleza da música para piano de Sibelius, uma obra pouquíssimo tocada. Assim, quis mostrar o seu lado romântico tardio, o seu lado sinfonista, e o seu lado mais moderno (século 20). Minha residência em Helsinki aumentou minha confiança, pois pude conhecer o som nórdico e suas matizes", declara.

Novas gerações

"Acho que expor crianças desde uma tenra idade à música é muito importante. No entanto, como há tantas escolhas culturais hoje para os jovens, nós que tocamos em público, temos que nos preocupar em criar maneiras de chegar a este público de formas mais efetivas."

Música brasileira

"Villa-Lobos é muito conhecido nos Estados Unidos. Eu gosto muito de tango também, inclusive tive aulas de dança. Sei muito bem que este é um gênero argentino, mas percebo influências ou melhor, conexões, dessa música com a música brasileira."

As demais apresentações

AGOSTO

Vladimir Soares - flauta

O flautista e educador musical porto-alegrense, Vladimir Soares, radicado na Alemanha há seis anos onde cursou dois mestrados na Musikhochule Stuttgart (Escola Superior de Música de Stuttgart) e ministra aulas de flauta doce em escolas regulares e projetos sociais, vai realizar turnê do concerto de lançamento do primeiro. álbum solo Anna Bon di Venezia, gravado em Londres em outubro de 2018, dentro do projeto Donne. Na turnê brasileira, Vladimir estará acompanhado pelo cravista gaúcho, Fernando Rauber.

Fernando Rauber - Cravo

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Fernando Rauber
É bacharel, mestre e doutor em música pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atua como pianista da Orquestra Sinfônica da Universidade de Caxias do Sul (UCS), desde 2009 e foi docente no Curso de Licenciatura em Música da UCS durante 2011-2017. Foi um dos laureados no Concurso Jovens Solistas da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e, como premiação, interpretou em 2006 o Terceiro Concerto para piano e orquestra de Bela Bartók com a OSPA direção do maestro Cláudio Ribeiro. Em 2007, foi selecionado para ser bolsista do Chautauqua Music Festival em Chautauqua, NY, Estados Unidos. Trabalhou como pianista acompanhador do II e III Festival de Música de Câmara da UCS e, durante o os anos de 2009 a 2012, foi pianista do Coro Sinfônico da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA). Tem se destacado pela sua intensa atividade em diferentes formações camerísticas. Integra também a Sphaera Mundi Orquestra, conjunto porto-alegrense dedicado à música barroca.

SETEMBRO

Sphaera Mundi Orquestra

É uma orquestra inspirada na harmonia universal, e procura promover um despertar da beleza que existe em cada um em conexão com a beleza da e harmonia do universo. Com especialização nos Estados Unidos e Europa, todos os músicos possuem formação acadêmica e experiência internacional. Hoje, a maioria já integra grandes orquestras nacionais e internacionais e se reúne para realizar este projeto paralelo que foca na obra de grandes compositores da música do período barroco e início do classicismo, como Vivaldi, Bach e Mozart.

OUTUBRO

João Pedro Pagliose e Silas Souza, na flauta, e Pamela Ramos, no piano

Pagliose iniciou seus estudos de música em 2006 no Instituto de Belas Artes (IMBA), de Bagé. Em 2010 ingressou no Curso de Música da Universidade Federal de Pelotas, em flauta transversal. Em 2015 ingressou no mestrado em música com ênfase em práticas interpretativas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Vem participando de vários eventos realizados no Rio Grande do Sul. Em atividade efetiva como performer, integrou o grupo Quinteto em Jazz - Bagé/ RS, Orquestra Filarmônica Música pela Música (Pelotas), além de manter atividade de duo com o pianista Nilton Vargas e com a violonista Ana Paula de Lima. Atualmente, participa do grupo de choro Seu Valério e das Orquestras de Sopros de Novo Hamburgo e da Orquestra de Sopros do Centro Cultural Eintracht. 

NOVEMBRO

Alexandre Ritter - Contrabaixo

Ele tem uma carreira diversificada como músico sinfônico, músico de câmara, solista, pesquisador, pedagogo e produtor. Sua arte e trabalho o tem levado a tocar, produzir e apresentar palestras em países como Alemanha, Argentina, Brasil, Canadá, Costa Rica, França, Holanda, Itália e EUA.

Fernando Cordela – Cravo

Cravista, docente e pesquisador em música dos séculos 17 e 18, diretor artístico da Confraria Música Antiga StudioClio, da Sociedade Bach Porto Alegre e da Orquestra de Câmara de Carazinho, onde atua como maestro titular. É membro fundador dos grupos Capela Strumentale e Concerto Barroco, em Porto Alegre. Atua como solista de cravo e baixo continuísta em orquestras do Rio Grande do Sul, como Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro, Orquestra de Câmara da Ulbra, Orquestra Sesi/Fundarte, Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Orquestra Sinfônica da UCS e Orquestra da Unisinos, sob regência de Roberto Duarte, Lavard Skou-Larsen, Alessandro Sangiorgi, Fredi Gerling, Antônio Carlos Borges-Cunha, Manfredo Schmiedt e Tiago Flores, entre outros.

Em festivais de música, atuou sob direção de Michaela Comberti (2002), Manfred Kraemer (2003 e 2004) e Luiz Otávio Santos (2005). Em 2008 e 2009 foi solista da integral dos Concertos de Brandenburgo de J.S. Bach. Participa regularmente desde 2007 como cravista oficial do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga em Juiz de Fora, Minas Gerais.

DEZEMBRO

Concerto de Natal com Madrigal Presto

Criado em 2008, é formado por 30 cantores e tem regência de João Paulo Sefrin e técnica vocal de Lúcia Passos. Seu principal objetivo é difundir a música erudita, buscando a excelência artístico-musical na interpretação de obras de destacado valor no repertório coral, escritas para essa formação, além de interpretar obras de compositores brasileiros em primeira audição e arranjos de música popular brasileira. Tem se apresentado em eventos culturais, festivais de coros no Rio Grande do Sul e em outros estados.

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