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Obituário

Aos 94 anos, morre o artista plástico Danúbio Gonçalves

Nascido em Bagé em janeiro de 1925, Danúbio era trineto de Bento Gonçalves, um dos líderes da Revolução Farroupilha
21/04/2019 20:21 21/04/2019 20:24

Foto por: Divulgação / PMPA / Arquivo
Descrição da foto: Danúbio Gonçalves em seu atelier
Morreu neste domingo (21), aos 94 anos, o artista plástico Danúbio Gonçalves. Danúbio morreu Porto Alegre de causas naturais.

“Penso que a trajetória do artista, do professor, o seu comprometimento enquanto ativista, sua extensa obra, são um legado importante para a cultura do Rio Grande do Sul. O Danúbio era um artista brilhante e hoje estamos mais pobres com sua morte”, ressalta Beatriz Araujo, secretária da Cultura do Estado.

O diretor do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), Francisco Dalcol, também se manifestou sobre o falecimento do artista: “É um dos nomes mais importantes da história das artes visuais do Rio Grande do Sul, tendo pertencido a uma geração que se empenhou em introduzir e difundir no Rio Grande do Sul as linguagens artísticas modernas. E, ao mesmo tempo, foi um artista que se projetou fora do Estado por sua postura de não adesão a modismos e por seu engajamento político e social, representado na fase de sua obra marcada pelas xilogravuras inspiradas nos trabalhadores das charqueadas e nos mineiros, nas quais se destacou pelo exímio tratamento gráfico e documental. Defendia que o artista tinha de ter posicionamento político, e que o papel da arte não se desvinculava da realidade.”

Trajetória

Nascido em Bagé em janeiro de 1925, Danúbio era trineto de Bento Gonçalves, um dos líderes da Revolução Farroupilha. Foi pintor, gravador, desenhista e professor. Ele estudou pintura e desenho com Cândido Portinari. Entre 1949 e 1951 viajou para Paris, onde frequentou a Academia Julian. De volta ao Brasil, participou do Clube de Gravura de Bagé, com Glauco Rodrigues e Glênio Bianchetti, em 1951.

O artista integrou o Clube de Gravura de Porto Alegre, entre 1951 e 1955, com Carlos Scliar, Vasco Prado, Glauco Rodrigues e Glênio Bianchetti.

Também dirigiu o Ateliê Livre da Prefeitura de Porto Alegre de 1964 a 1979, onde lecionou xilogravura e desenho. No período entre 1969 e 1971, foi professor do Instituto de Artes da Ufrgs. Participou de inúmeras exposições.

Diariamente, milhares de pessoas passam em frente a suas obras na ruas da capital, como o painel na praça Revolução Farroupilha, na estação Mercado da Trensurb, e o mural na passagem de nível da avenida Carlos Gomes (3ª Perimetral) com a Protásio Alves.

Em 2012, o cineasta Henrique de Freitas de Lima lançou o documentário "Danúbio", que foi apresentado nos cinemas.

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