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Centroavante anilado

Das "arábias" para o Novo Hamburgo

Após experiência em Omã, Leandro Cearense quer brigar por títulos com a camisa anilada
30/12/2018 21:19

Foto por: ECNH/Divulgação
Descrição da foto: Leandro Cearense acompanha orientações do técnico Bolívar durante treino do Novo Hamburgo
A aposta de gols anilados está em um centroavante que veio "das Arábias". Leandro Cearense, de 33 anos, teve destaque principalmente no Paysandu, onde foi o artilheiro do clube na Série B de 2015 e 2016. Mas neste ano, depois de uma curta passagem pelo ABC-RN, o centroavante se aventurou pelo Oriente Médio, no futebol de Omã, atuando em seis partidas durante dois meses pelo Oman Club, em uma experiência que diz querer esquecer.

Tendo como característica principal o posicionamento dentro da área, a força física para fazer o pivô e a finalização, Leandro Cearense começou tarde no futebol como profissional, aos 25 anos de idade, quando foi artilheiro do Paraense pelo time do Cametá, com 21 gols. Mesmo assim, atuou com destaque por clubes expressivos no Norte e Nordeste, como Fortaleza, Remo e Paysandu.

"Minha meta é brigar por título. Sabemos que não é fácil, mas temos um time qualificado e pelo pouco que vi do Bolívar é um treinador de muita qualidade", disse o atacante, que compara a metodologia do técnico do Noia com a de Dado Cavalcanti, Antônio Carlos Zago, Gilmar Dal Pozzo e Ranieri, treinadores com quem já trabalhou e considera modernos.

Por pouco, aliás, Leandro Cearense não atuou antes em um clube gaúcho. "O Zago tentou me trazer para o Juventude, mas na época o Paysandu não quis me liberar", lembra o jogador que foi treinado por ele no clube paraense.

Apesar do nome com o qual ficou conhecido no meio do futebol, Leandro Cearense é na verdade paraense. Nascido em Castanhal, a 70 quilômetros da capital, Belém. Como os pais de Leandro são cearenses, radicados no Pará, amigos o chamavam de cearense. "Vai lá chamar o Cearense pra jogar. Aí o apelido ficou", lembra. O apelido pegou ao ser usado por um radialista de seu estado natal.

Leandro Cearense diz que já se sente em casa no Novo Hamburgo, apesar de nunca ter atuado no futebol gaúcho. "Eu me senti em casa aqui com o grupo, com a comissão técnica e com os diretores", afirma. O centroavante começou os trabalhos com bola somente na última semana, pois teve que recuperar o tempo perdido sem preparação física adequada em Omã, mas iniciou o amistoso contra o Hercílio Luz, no sábado passado, jogo que o Anilado venceu por 2 a 0 no Estádio do Vale.

ENTREVISTA COM LEANDRO CEARENSE

Foto por: Arquivo Pessoal
Descrição da foto: Leandro Cearense não teve experiência positiva
Leandro Cearense esperava encontrar a independência financeira no Omã. Sua ideia era fazer o pé de meia e se aposentar recebendo dólares naquela que foi sua primeira experiência internacional. No entanto, o que o centroavante encontrou foi bem diferente.

Qual era a expectativa de jogar em Omã e qual foi a realidade?
Era um sonho. Todo jogador que ir para os países árabes. Mas na minha primeira semana o empresário já me falou que eu ganharia material (esportivo) e teria que levar para casa para lavar. Mas até que entregassem foi muito difícil e treinava com uma roupa minha. Tinha que levar a própria toalha. Quando deu o primeiro mês já falei que queria ir embora. Aguentei mais um mês porque o empresário pediu, mas graças a Deus pintou a proposta do Novo Hamburgo e vim.

Os dirigentes do clube cumpriram as promessas que fizeram?
Lá eu fui para receber em dólares. Deram um apartamento, mas me pagaram na moeda local, que é o Rial e o salário não era o esperado. Era a metade. Para levar a família fomos nós que pagamos a passagem. O empresário explicou que eles estavam passando por dificuldades, mas no segundo mês foi do mesmo jeito e pagaram com muito atraso.

Como eram os treinamentos?
Nossos treinamentos davam sete ou nove jogadores. A maioria do grupo era de garotos de 20, 22 anos, que eram policiais. Quando chegavam, chegavam atrasados no treino. Na hora da oração deles ficava só eu e o outro brasileiro (o meia Washington, que atuou no São Luiz) no vestiário. Lá não tem preparador físico e eu sou um jogador de muita força e preciso de uma boa preparação física.

E quanto aos hábitos no país?
Na rua era normal, mas muitos me olhavam por causa das tatuagens, pois lá não existe isso. Não gostei da comida deles, como eles comem, com a mão, que é a cultura deles. E usam muita pimenta.

Você recomenda essa experiência aos mais jovens?
Hoje eu digo para todo mundo, quando pintar essas propostas tem que pegar bem informação, coisa que eu não peguei. Para mim foi uma ilusão.


Aniladas

Após o amistoso de sábado, que teve vitória anilada por 2 a 0 sobre o Hercílio Luz, de Santa Catarina, os jogadores e os integrantes da comissão técnica do Noia foram liberados para o Ano Novo.

O grupo do Novo Hamburgo volta aos treinos na próxima quarta-feira, dia 2 de janeiro, às 16h30, no Estádio do Vale.

E o atacante Rodrigo Paulista, 33 anos, pode se apresentar com o restante do elenco. Ele seria a última contratação e fecharia o grupo anilado para o Gauchão 2019.

No domingo, Rodrigo Paulista postou numa rede social a frase: "Nhovo clube 2019 definido, muito feliz!!! Novidades em breve..". Como já estava na mira do Noia e escreveu "novo" com "NH", tudo indica que tenha acertado a vinda para o Estádio do Vale.

Formado na base do Inter, onde chegou a atuar ao lado do Bolívar, ele tem passagens por Figueirense, Barueri, Caxias, Guarani, Bragantino e pelo futebol chinês.

O Novo Hamburgo fará mais um amistoso no próximo sábado, dia 5, quando enfrenta novamente o Hercílio Luz, desta vez no Estádio Aníbal Torres Costa, em Tubarão, Santa Catarina.

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