Olá leitor, tudo bem?

Use os í­cones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, ví­deos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Rua Jornal NH, 99 - Bairro Ideal - Novo Hamburgo/RS - CEP: 93334-350
Fones: (51) 3065.4000 (51) 3594.0444 - Fax: (51) 3594.0448

PUBLICIDADE
Lasier Martins

RS volta a exportar calçados ao Equador

09/01/2019 16:58

Lasier Martins Camarões X calçados: é possível essa disputa? Sim! E o setor calçadista teve grande prejuízo com o questionável embate protagonizado pelo governo do Maranhão, que perdeu mercado de camarão graúdo, apelou ao STF e uma liminar da Suprema Corte foi agravada pela ineficiência do poder público e o excesso de burocracia.

Explico. Em junho de 2018, o Estado do MA conseguiu, através do STF, o bloqueio da importação de camarões equatorianos até que se fizesse uma perícia do produto. O governo equatoriano reagiu e restringiu a importação de calçados brasileiros, sobretudo os gaúchos (80%). Deixamos de exportar mais de US$ 20 milhões.

Tudo isso porque a Secretaria de Aquicultura e Pesca não gerou a Análise de Risco que, entregue ao STF, teria findado o processo. Ora, se a Secretaria já tinha as informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) certificando a qualidade do camarão equatoriano, por que a demora em liberá-las?

Com o presidente da Abicalçados, Heitor Klein, tive audiências com o então ministro Blairo Maggi, na AGU e no STF, para reverter a liminar. Também fiz inúmeras requisições à Secretaria e nada foi feito. Fui à Tribuna do Senado e só então, exposto publicamente o grave erro e ineficiência do poder público, os responsáveis agiram. Finalmente, em 27 de dezembro, o STF derrubou a liminar.

O setor calçadista gaúcho poderia ter em 2018 um fator positivo já que, apesar da guerra com os camarões equatorianos, as exportações para esse país cresceram 31% em relação a 2017. Mas a realidade é de queda nas exportações, grandes empresas deixando o Estado em busca de mais competitividade e demissões mês a mês segundo o Ministério do Trabalho. Em 2018, aproximadamente 4 mil postos de trabalho foram encerrados. E, não bastasse tudo isso, o setor ainda tem de enfrentar a ineficiência e o excesso de burocracia da máquina pública. Ao não resolver os problemas no tempo da sociedade, o Estado deixa de cumprir o seu papel e se afasta ainda mais dos cidadãos. Esquecem-se os burocratas que sua missão é o contrário: servir à sociedade. Meu mandato seguirá contribuindo e trabalhando sempre pelo que for melhor para os gaúchos e para o Brasil.


Jornal NH
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3591.2020
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS