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Opinião do Repórter

Menos médicos

Ermilo Drews é editor
09/01/2019 06:54

Levantamento do Ministério da Saúde aponta que quase um terço dos médicos brasileiros inscritos no programa Mais Médicos não se apresentaram aos postos de trabalho após o término do primeiro prazo, em 18 de dezembro do ano passado. O segundo prazo para apresentação expira amanhã. A maioria das cidades desassistidas é pequena, longe dos grandes centros, justamente por isso são carentes de atenção à saúde básica.

Reportagem recente do jornal El País revelou que alguns profissionais brasileiros, além dos R$ 11 mil de remuneração pagos pelo governo federal, exigiam adicionais de R$ 10 mil e casas equipadas com TV a cabo e Internet para aceitarem trabalhar em áreas de difícil acesso. Com os cubanos, não se ouvia falar neste tipo de exigência, e as vagas eram supridas.

Este cenário escancara a desconexão de uma parcela significativa de médicos brasileiros com o país onde eles vivem. Num lugar onde metade dos trabalhadores sobrevive com menos de R$ 1 mil, R$ 11 mil é pouco para quem nasceu em "berço de ouro". Com louváveis exceções, médicos são filhos de famílias abastadas que tiveram condições de custear cursinhos pré-vestibulares concorridos ou universidades privadas com mensalidades estratosféricas. Gente assim nunca precisou esperar por horas atendimento numa unidade pública de saúde. Logo, gente assim não se sujeita a ir morar no interior do Pará por "míseros" R$ 11 mil. Está claro que a rusga ideológica entre o governo Bolsonaro e Cuba pode ter feito bem aos médicos brasileiros, muitos deles sem vocação ao ofício, mas não à população.

 


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