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Flávio Fischer

O Hino

"Queremos e podemos ser tudo aquilo que diz a canção, se formos mais positivos em relação a nossa nação"
07/03/2019 20:26

Flávio Fischer Flávio Fischer é tabelião e presidente da Fundação Semear
flavio@fischer.not.br

Eu não sei vocês, mas cantar o Hino Nacional me arrepia até a alma! E eu também morro de orgulho quando praticamente gritamos "sirvam nossas façanhas, de modelo a toda a terra" no caso do nosso Rio Grande do Sul. Frases como "Gigante pela própria natureza, és belo, és forte, impávido colosso e o teu futuro espelha essa grandeza" ou no caso do Rio Grande do Sul: "Mas não basta, pra ser livre, ser forte, aguerrido e bravo; Povo que não tem virtude, acaba por ser escravo". É importante dizer que, para mim, cantar o Hino não tem nada a ver com regime militar ou posicionamento político. Tem a ver com respeitar as origens, com amor incondicional e com honrar a nossa nação.

Confesso até que sinto uma certa nostalgia quando lembro que tínhamos a matéria Educação Moral e Cívica no primário e que me ressinto da falta desse tipo de educação nos dias de hoje. Quero citar aqui um texto de Arnaldo Jabor, que contou que esteve no Rio Grande do Sul há alguns anos atrás para uma palestra. Ele conta que, como de costume, abriram o evento com o Hino Nacional. Todos em pé, cantando, até aí ok. Em seguida, o apresentador anunciou o Hino do Estado do Rio Grande do Sul – o que gerou curiosidade. "Começa a tocar e, para minha surpresa, todo mundo estava cantando a letra, que era emocionante!" Na época desse texto, Jabor já lamentou que milhões de brasileiros gastam suas energias distribuindo ressentimentos passivos. Ora. Acho melhor cantar o hino para quem sabe nos tornarmos mais positivos, do que ficar reclamando da vida. "Olham o escândalo na televisão e exclamam 'que horror'. Sabem do roubo do político e falam 'que vergonha'. Veem a fila de aposentados ao sol e comentam 'que absurdo'. Assistem a uma quase pornografia no programa dominical de televisão e dizem 'que baixaria'. Assustam-se com os ataques dos criminosos e choram 'que medo'."

Será que viver reclamando, ressaltando os defeitos e praguejando os acontecimentos e atribuindo a responsabilidade aos nossos líderes fará algum bem? E será mesmo que cantar algo bonito sobre o nosso Estado ou o nosso País vai fazer algum mal? Diz o velho ditado que quem canta os males espanta. Chico Xavier também disse que quem canta, reza duas vezes. Eu acrescentaria mais um ditado popular para a discussão de cantar ou não cantar o hino em qualquer circunstância: "aquilo que abunda, não prejudica". Pode ser que o cenário não seja o melhor. Pode ser que não sentimos tudo aquilo que o nosso hino ressalta. Mas nós com certeza queremos sentir esse orgulho de pertencer. Queremos e podemos ser tudo aquilo que diz a canção, se formos mais positivos em relação a nossa nação. Se cantarmos juntos, bem forte, até arrepiar, tantas vezes quanto reclamamos, certamente ativaremos mais energias positivas e nos aproximaremos da sonhada terra adorada.


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