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Flávio Fischer

O nó de Górdio

29/05/2019 22:41 31/05/2019 13:31

Flávio Fischer Flávio Fischer é tabelião e presidente da Fundação Semear
flavio@fischer.not.br

Reza a lenda que o rei da Frígia morreu sem deixar herdeiro e que, ao ser consultado, o Oráculo anunciou que o sucessor chegaria à cidade num carro de bois. A profecia foi cumprida por um camponês, de nome Górdio, que foi coroado o rei de Frígia. Górdio, para não esquecer de seu passado humilde, colocou a carroça, com a qual ganhou a coroa, no templo de Zeus e a amarrou com um enorme nó a uma coluna. O nó era, na prática, impossível de desatar e por isso a história ficou famosa em toda a Ásia Menor. Górdio reinou por muito tempo e quando morreu, seu filho Midas assumiu o trono. Midas expandiu o império, mas também não deixou herdeiros. O Oráculo foi ouvido novamente e declarou que quem desatasse o nó de Górdio, dominaria todo o mundo. Quinhentos anos se passaram sem que ninguém conseguisse realizar esse feito, até que em 334 a.C. Alexandre, o Grande, ouviu essa lenda ao passar por Frígia. Foi até o templo de Zeus observar o desafio do nó de Górdio. Após muito analisar o problema, Alexandre desembainhou sua espada e pá! Cortou o nó.

Lenda ou não, o fato é que Alexandre se tornou senhor de toda a Ásia Menor poucos anos depois. Até os dias de hoje, o nó de Górdio é uma metáfora muito usada para a reflexão sobre a solução de um problema insolúvel, que foi resolvido facilmente por "pensar fora da caixa".

Essa lenda traz a mensagem de que sempre há uma forma de resolver um problema complexo de maneira simples e eficaz. Estamos acostumados a pensar soluções de acordo com regras pré-estabelecidas e muitas das vezes falhamos justamente onde a maioria também falhou, pelo simples fato de pensarmos e agirmos focados no problema e não na solução. Porém, quando inovamos usando criatividade e desvencilhados de velhas crenças limitantes, a chance de vitória pode ser maior.

O que fez Alexandre, se não apenas propor uma solução nunca pensada a um problema? Todos os demais aventureiros focaram na procura das pontas do nó para desatá-lo com as mãos. Eles pensaram dentro da caixa.

Quase sempre a complexidade da solução de um problema só existe na nossa cabeça. E quando paramos para analisar o nó depois de desfeito, percebemos que apenas o nosso olhar sobre o problema é que o tornava de difícil resolução.

Que essa lenda sirva de exemplo para todos os que buscam a solução de problemas "impossíveis". Talvez tenhamos que simplesmente fazer como Alexandre, o Grande, diante de um desafio – inovar de forma simples e prática – focados na solução e não nas limitações. Reflitam... encontrem e desatem o "nó de Górdio" em suas vidas.

Jornal NH
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