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Luiz Coronel

A multiplicação dos espelhos

29/05/2019 23:05 29/05/2019 23:05

Luiz Coronel Luiz Coronel é poeta
www.luizcoronel.com.br

Creio que multiplicar os espelhos na residência do poder seria oportuno. Sem fuga, a cada dia, o poder teria de contemplar a sua verdadeira face e assim julgar a grandeza ou a vilania de seus atos e decisões.

Miguel de Unamuno - Ao adentrar o nobre espaço da Universidade de Salamanca, lembrei Miguel de Unamuno. Ante o brado fascista de "Guerra à Inteligência", honrando sua magnífica posição de reitor, em seu corajoso discurso reage e proclama que em determinadas circunstâncias "Calar é mentir".

Gesticular - As pessoas ao telefone ou celular gesticulam teatralmente. Ao interlocutor, o espetáculo mímico nada acresce em termos de convencimento da narrativa, mas a quem fala permite a desejada ênfase e robustez dos argumentos.

Sínteses vigorosas - O humor constrói sínteses vigorosas. A obra de Fernando Pessoa viaja por outros mares, mas ao avaliar o todo poderoso governante português Antônio de Oliveira Salazar, não se conteve: "Este senhor tem muito sal e muito azar em seu nome".

Nababos - Manhãs de domingo no Brique da Redenção. Em pequenas tendas, artesãos expõem guerreiros construídos através de garfos contorcidos e bailarinas moldadas em fios de arames. Louvo estes artesãos, laboriosos e alheios a este mundo de ociosos nababos, coniventes com escusas práticas rocambolescas.

Chorar - Ao nascer conjugamos o verbo chorar. É chorando que atestamos ao mundo que estamos vivos. E teremos de chorar muitas vezes. Chorar nossos mortos. E até chorar de emoção, quando irrompe a volumosa e irresistível alegria.

Palpites - Se o caminho que conduz à prosperidade for sinalizado por palpites, estejamos certos que não chegaremos a lugar nenhum.

Diáspora - E, de repente, a diáspora. Não teríamos mais uma só casa, rua, cidade. Passamos a ser um arquipélago com distantes ilhas. Mas continuamos unidos, os sete irmãos, por esse estigma misterioso, fluido que corre nas veias, a que damos o nome de família.

O português - "O português é o espanhol sem ossos", o sábio Miguel Unamuno escreveu. Colei, de imediato, em contraponto, nosso Olavo Bilac, quando em louvor ao nosso idioma pátrio versificou: "O português, última flor do Lácio, inculta e bela".

Mandela - Mandela falou: "Eu nunca perco. Quando não ganho, eu aprendo".

O combate - Os primeiros homens que deixaram impressos no fundo das cavernas búfalos e bisões desejavam dizer: "Esta é minha luta! O testemunho de meu combate!". A arte é um grito querendo romper a eternidade.

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