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Opinião Opinião do Repórter

Paixão inexplicável

Última atualização: 05.06.2019 às 06:24

Paulo César Langaro é repórter

Uma vez, não lembro o ano, fui levar minha estimada esposa no colégio onde ela lecionava. E lá fomos nós com meu Fiat 147. Nossa chegada foi acompanhada por uma colega dela de trabalho. Deixei o local e, quando no fim da tarde nos reencontramos em casa, ela me falou de um comentário feito pela colega. "Coitado do teu marido, andando com esse carro." Pois é, ela não sabia da minha paixão por carros antigos, entre eles o mal-falado 147. Uns chamam de carros velhos, outros de carros antigos. Não importa. O que penso é que gosto, cor e amor não se discute.

Nunca tive a oportunidade de falar para aquela mulher que não é necessário um carro novo para ser feliz. A paixão por carro não é sinônimo de poder aquisitivo ou luxo. Mexer na graxa, empurrar o carro que estragou no meio de outros tantos que estão parados no semáforo faz parte da inexplicável relação de paixão entre o proprietário (a) e seu carro antigo. Inexplicável? Sim, pois pelo menos eu não consigo encontrar argumentos por ser um antigomobilista. Nem pra minha esposa sei explicar muito bem isso até hoje. Talvez, você que também é apaixonado por carro antigo e está lendo esse texto possa entender o que significa esse sentimento. Numa tarde dessas, uma amiga viu eu lustrando meu carro antigo e disse: "Uma vez li num livro que o que diferencia uma criança de um adulto é o valor do brinquedo". É, a paixão pelas relíquias de quatro rodas vem desde lá. Ela está certa, a vizinha, é claro!

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