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Mauro Blankenheim

O atacante Neymar

07/06/2019 18:34

Mauro Blankenheim é publicitário
mauroblankenheim.com.br

Confesso que me soou diferente ontem, ao assistir a cobertura da chegada do atleta ao núcleo policial para depor, o título deste artigo. Normalmente se ouve o jogador, o ídolo, o brasileiro, o goleador, mas atacante, desta vez, pegou mal.

Neymar é rigorosamente um mal desnecessário. Tinha inclusive prometido a mim mesmo, não me deixar levar pelo efeito-manada de abordar nesta coluna tema de tão marcante relevância para o nosso País.

Mas, às vezes, se preservar é igual a se omitir. Daí que resolvi abrir o bico. Essas histórias do Neymar, são, pra começar, chatas. Enchem o saco. É muito plausível que as pessoas invejem o já nem mais tão jovem atleta. Não é o meu caso. Numa autoanálise, concluo que inveja não faz parte do meu portfólio de pecados capitais. Gula, talvez.

Muito menos compactuo da ideia de que temos de regular salário de celebridades, sejam elas da música, do cinema, das artes ou dos esportes. Neymar, no entanto, parece configurar uma exceção. Tenho para mim que 700 mil reais mensais estariam de bom tamanho para ele. Certamente sua cabeça estaria menos prejudicada com esta cifra. Mais de 3 milhões em qualquer moeda que seja, atrapalham a vida do sujeito e daqui a pouco parecem não ser suficientes, tanto assim que Neymar insiste em se comportar como Jr., em meio a trapalhadas que o conselheiro sênior lhe enseja.

Sua lesão, já disse alguém, não desejada, foi providencial, pois o que mais me incomoda no seu papel de ser social é que ele se mostra maior do que a própria Seleção Brasileira, coisa que também não é muito difícil. O escrete brasileiro é o resultado de uma torcida potencial de 200 milhões em estado de letargia. Quem torce comovidamente para a Seleção é o narrador Galvão Bueno, pelas razões que podemos intuir. Galvão, que diga-se de passagem, por sua vez, não se dá com Neymar. Certamente o brilho de um ofusca o do outro. E a competição patrimonial dos egos, também.

No mundo ideal, Galvão narraria como Milton Leite e Neymar jogaria como Messi.

A ida de Neymar para o PSG, buscar seu espaço de protagonismo, deu em nada. Com futebol no corpo para se interpor entre o português e o argentino, Neymar é o profissional que mais se lesiona no chamado futebol de alto rendimento. Talvez porque seu hardware não tenha sido projetado para atravessar as madrugadas da mesma forma que supera os atacantes que tentam em vão marcá-lo. Os jogos da Copa América, sem Neymar, serão mais empolgantes e o nosso promissor Presidente da República bem que poderia ter dispensado aquela selfie no hospital.

Jornal NH
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