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Ivar A. Hartmann

Hoje tem Copa do Mundo!

07/06/2019 21:45 07/06/2019 21:45

Ivar A. Hartmann Ivar A. Hartmann é professor da FGV
ivar.hartmann@fgv.br

Na última Copa do Mundo o Brasil, como sempre, parou. Ponto facultativo nos jogos da seleção canarinho, fanfest, muita gente estudando os times adversários para entender qual era o jogador mais perigoso ou a fraqueza que o time brasileiro poderia explorar. Em ano de Copa do Mundo, a venda de aparelhos de televisão no País dobra.

Tudo isso vale, no entanto, apenas para o futebol masculino. O leitor que lembra o país das últimas 10 Copas masculinas, sabe dizer onde ocorreu a última Copa feminina? Claro que não. A questão é: por qual razão?

Talvez porque a seleção masculina tem mais conquistas. Mas a comparação fica complexa quando se leva em conta que durante 30 anos, no período que abrange as Copas masculinas de 58, 62 e 70, o futebol feminino era proibido no Brasil. Hoje parece totalmente sem cabimento que um país proíba mulheres de jogar enquanto incentiva e direciona recursos para a prática do mesmo esporte por parte de homens. De fato, isso tem tanto cabimento quanto a pressão que muitas mulheres sofrem para assumir o sobrenome do marido ao casar, enquanto homens jamais consideram assumir o sobrenome da esposa.

Talvez o País só preste atenção para o futebol masculino em razão dos destaques mundiais que ele produziu: Pelé, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho… Mas o recorde de prêmios Fifa de melhor do mundo é de Marta, com seis – ninguém no mundo, homem ou mulher, tem tantos. Ronaldo, o jogador brasileiro que chegou mais perto, tem a metade. A jogadora Formiga está participando de sua sétima Copa do Mundo – ninguém no mundo, homem ou mulher, participou de tantas. Um dos brasileiros que chegou mais perto de Formiga foi Pelé, com quatro Copas.

Infelizmente muitos ainda acreditam que "futebol não é coisa de mulher" e não fazem qualquer esforço para assistir aos jogos da Copa feminina ainda que ousassem faltar ao trabalho e ser demitidos para poder assistir um jogo da Copa masculina que nem envolve o Brasil. Parte da razão também é a diferença de cobertura da imprensa. A Copa feminina não ganhava as capas dos jornais, mal era mencionada. A Copa masculina significa canais exclusivos na TV paga, mas os jogos da Copa feminina eram relegados ao canal secundário. E narrados apenas por homens.

Felizmente nessa edição da Copa feminina a imprensa equilibrou as coisas e deu espaço para o evento. O primeiro jogo do Brasil é hoje e será transmitido na TV aberta. Prove para você mesmo que não é machista e assista com a mesma empolgação que teve para os jogos da Copa masculina.

Jornal NH
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