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Cris Manfro

Olho no olho

21/06/2019 19:41

Cris Manfro NOVO

Cris Manfro é psicóloga clínica, terapeuta de família e casal e mediadora familiar
acmanfro@terra.com.br

Com 31 anos de trabalho e mais maturidade, eu começo a entender melhor o que eu já sabia e, você sabe, mas não nos damos conta, que é a importância de ter bons vínculos. Nesses bons vínculos temos momentos chaves positivos, que definem uma boa relação. O contrário é igualmente verdadeiro. Uma relação pautada em momentos negativos resulta em uma relação negativa. Parece óbvio, mas não é. É preciso sentir dentro do peito e não na cabeça. A cabeça sabe, mas, muitas vezes falta sentir no coração.

Quando temos momentos negativos numa relação nos sentimos desconectados do outro. Nada traz mais sofrimento do que nos vermos desconectados das pessoas que amamos. Seja desconectado da mãe, pai, dos filhos ou cônjuges. Precisamos de apego seguro, de bom vínculo emocional, alguém que se conecte a nós e, possa dar conforto emocional. Muitas vezes os casais que me procuram acreditam que devam aprender a discutir melhor, ou realizar grandes fantasias sexuais, ou a surpreender com grandes eventos, quando na verdade só precisam olhar de verdade um para o outro. Aquele olhar olho no olho, para sentir que estão novamente em sintonia. Sentir que estão juntos, atrapalhados, mas, que se importam de verdade com a melhora da relação e com o que cada um sente. Mostrar que se importam um com o outro.

Quando sentimos que a pessoa que amamos não está aberta para nós, sofremos muito. Pior ainda, quando percebemos e sentimos que a pessoa, não está receptiva para nós, isso é desesperador, porque sentimos a verdadeira sensação de desamparo, que para mim é uma das piores sensações da vida e, hoje já material de estudo e ciência.

Por outro lado entra o amor, com uma capacidade gigantesca de cicatrizar as dores e as feridas da vida. Nada é mais restaurador do que atitudes de amor, que nos vinculem num apego seguro, quente e, cheio de afeto. Talvez, por isso dizemos que nada melhor para curar uma dor de amor do que outro amor. Da mesma forma, não se pode falar em sociedade justa, em relações igualitárias se nos negamos a nos conectarmos e vincularmos de forma amorosa uns com os outros. Parece utopia falar em conexão. Ouvi minha filha-colega Mirela Manfro comentar que estamos o tempo todo on-line com o coração off-line. "Ligados "mas, não conectados amorosamente. Eu li uma charge onde dizia: "filho reencontra a mãe dentro de casa, depois de ficar sem Internet". Não consegui rir. Queremos um abraço forte que nos acalme, conforte e que diga que está tudo bem, que estamos junto, perto e que podemos contar. Olho no olho onde palavras não precisem ser ditas, só sentidas e nada mais.

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