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Ivar A. Hartmann

O ensino atento ao futuro do mercado

09/08/2019 20:27 09/08/2019 20:27

Ivar A. Hartmann Ivar A. Hartmann é professor da FGV
ivar.hartmann@fgv.br

Na última semana ministrei a primeira aula da disciplina "Programação para Advogados" na escola de direito da FGV no Rio de Janeiro. Pode parecer estranho que estudantes de Direito estejam sendo treinados para desenvolver software em vez de aprender regras de processo civil ou direito tributário. Mais incomum ainda é o caráter da disciplina: ela é obrigatória!

Essa foi a primeira aula da versão obrigatória da disciplina, pois já a leciono há 5 anos. A diferença é que antes era uma opção para os estudantes de Direito da escola e agora cursá-la é tão obrigatório quanto estudar Direito Constitucional.

Essa "loucura" tem uma razão: como professores, é nossa obrigação dedicar esforços para oferecer um ensino que será relevante não apenas hoje, mas também no futuro. O diploma concedido pela faculdade não pode tornar-se obsoleto 10 anos depois da formatura.

E a realidade agora e dos próximos anos é de um mercado – inclusive para pessoas na área de Ciências Humanas – cada vez mais impactado pela tecnologia. Diversos estudos apontam já para a diminuição no número de vagas em muitos setores, inclusive no Direito, porque certas tarefas mais repetitivas passarão a ser executadas por máquinas.

É bastante intuitivo que a função de motorista estará quase extinta daqui a 10 anos. Não é tão fácil de perceber que mesmo outras carreiras como a advocacia e a medicina também serão revolucionadas pela inteligência artificial.

É tarefa comum hoje em escritórios a elaboração de um documento jurídico a partir de um "modelo". Isso mostra que estagiários e advogados iniciantes estão identificando um padrão daquilo que deve ou não constar em um contrato ou petição em um processo e buscando repeti-lo. E as máquinas podem fazer o mesmo, desde que a tarefa seja repetitiva e exista um volume grande de documentos parecidos que podem ser usados no "aprendizado".

Aos estudantes que ingressarão no mercado em alguns anos, restam portanto duas opções. Podem ser o advogado que assumiu um emprego em escritório elaborando documentos com grande similaridade. Será surpreendido dois anos depois com a demissão, pois seu escritório comprou um software que produz os mesmos documentos mais rapidamente e com maior qualidade. Ou podem escolher ser o advogado que aprendeu tecnologia, trabalhou em uma equipe multidisciplinar e desenvolveu o software que tirou o emprego do primeiro advogado.

Melhor buscar um ensino atento ao futuro do mercado!

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