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Cris Manfro

Correndo atrás do próprio rabo

16/08/2019 13:22 16/08/2019 14:46

Cris Manfro NOVO Cris Manfro é psicóloga clínica, terapeuta de família e casal e mediadora familiar
acmanfro@terra.com.br

Volta e meia acontecia alguma situação de conflito, ou desacordo e ele se emburrava, se fechava no seu canto. Ela se alterava e começava a cobrar sem parar. Quanto mais criticava a atitude dele, ele criticava a atitude dela, dizendo que ela não sabia falar sem brigar. Ela, por sua vez, dizia que era dose conviver com uma pessoa que a deixava falando sozinha e que não a escutava. Foi difícil para ele perceber que ficar calado no canto dele também era uma forma de brigar.

Quanto mais ela se alterava e cobrava atenção, mais ele se ressentia das críticas e cobranças, ficava recluso no seu canto e, dessa forma, não saiam de uma espiral destrutiva. Eram como um cachorro correndo ao redor do próprio rabo: não chegavam a lugar algum. Um dia um dos dois resolveu dar o basta: queria divórcio! Procuraram um advogado que, ao ver aquele casal, logo percebeu que ali tinha algo especial e que a separação não estava bem clara para os dois. O advogado viu um casal com uma história de vida linda, de muitas conquistas, batalhas ganhas, de muitos obstáculos vencidos e que não poderia terminar assim.

O advogado, com uma sensibilidade enorme e um bom caráter capaz de deixar o ganho financeiro em segundo plano, de uma forma muito inteligente os encaminhou para buscar ajuda de um terapeuta de casal para, caso fosse, “encaminhar a separação”. Falou da importância para os filhos desse acompanhamento e que ele estava ali, respeitando a escolha deles, mas o terapeuta os ajudaria a conduzir o assunto da melhor forma. A surpresa para eles veio quando o terapeuta não só concordou, mas os incentivou a se separarem. Detalhe importante: separarem-se, não um do outro, mas da forma de funcionar como casal, que não estava dando certo para nenhum dos dois.

O casal percebeu que o marido poderia sair do buraco e dar mais “ouvidos” e atenção para esposa, e ela percebeu que não ganharia a atenção dele com tantas críticas e cobranças. Aos poucos, pararam de correr naquela velha forma de funcionar e perceberam o quanto de vida ainda havia na relação. Perceberam que as brigas eram porque se importavam um com o outro, só que demonstravam de uma maneira inadequada. Acertaram os ponteiros. Aprenderam a cuidar para não entrarem naquele círculo destrutivo, e resolveram casar de novo, tantas quantas vezes fosse necessário ao longo da vida. Um casamento duradouro tem muitos pequenos e grandes divórcios. Alguns duram dias ou meses e até anos... mas podem ser resgatados. O advogado não perdeu os clientes. Ganhou amigos leais para toda a vida, e, através deles, dezenas de indicações do seu trabalho. Porque uma pessoa de caráter tem que indicar mesmo.

Jornal NH
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