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Luiz Coronel

O Grupo de Bagé

23/08/2019 16:43 23/08/2019 16:55

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Luiz Coronel

Luiz Coronel é poeta
www.luizcoronel.com.br

 

 

Bageensidade - Existe uma palavra pouco explícita, “bageensidade”, por certo de componente bairrista, mas nem por isso destituída de consistência. Em Bagé, acontece a República Rio-grandense e por aí marcham garbosos ou cômicos fatos insólitos, que se tornam cotidianos.
Jovens artistas - Embora já longo se faça meu andar, o Grupo de Bagé sempre esteve próximo de mim. Vejamos: minha irmã Maria Amélia fora uma espécie de secretária do grupo. Era uma jovenzinha, e em minha casa reclamava-se o seu atraso à hora das refeições, tão envolvida no trabalho daqueles rapazes pintores, gravadores, artistas destinados à criação de um trabalho grandioso, no campo das artes plásticas.


Quarteto triunfante - No giro das roldanas do tempo, volta e meia retorna o enfoque valorizador do trabalho do Grupo de Bagé. E que não se faça desses momentos apenas um tilintar de taças, aplausos, exposições e palestras, tenha-se então como reflexão e impulso sobre a importância da arte e da permanência da obra de nosso “quarteto triunfante” de Bagé.


O Rio Grande - Subo numa banqueta para proclamar que o Rio Grande é um estado ao sul de si mesmo. Somos em tudo iguais e em tudo diferentes dos demais brasileiros. Distância geográfica e fatores históricos nos levam a um distanciamento do qual somos vítimas e cúmplices. O Brasil convive com o Rio Grande por meio de seus símbolos e não por meio de sua pulsante realidade.
Grupo de Bagé - Glênio, dos murais palacianos; Glauco, conciliando o tradicional às vanguardas; Scliar, captando a poesia dos utensílios domésticos; Danúbio, o depoimento ágil e denso da vida nas charqueadas. Sempre reconheci a erupção dos movimentos transformadores como uma arregimentação da força criativa dos artistas, explodindo, vencendo barreiras, rompendo a casca, saltando para o meio do mundo. Com essa visão, deparo o Renascimento, após mil anos de sonolência medieval e, no caso brasileiro, a Semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo. E, assim, o Grupo de Bagé, a Califórnia da Canção de Uruguaiana.

Danúbio Gonçalves - Dos componentes do Grupo de Bagé muito convivi com meu parceiro em livros e murais Danúbio Gonçalves. Ao despertar, pela manhã, minha governanta avisava: “aquele senhorzinho está esperando pra tomar um café com o senhor”. Era o silencioso, profundo artista Danúbio Gonçalves. Na modesta e acanhada cerimônia do adeus, coloquei minha cabeça entre as mãos, sentindo que partia um homem de mãos abençoadas e talento vigoroso. Danúbio Gonçalves - consagração absoluta de uma vida à sua arte.

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