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Opinião Mauro Blankenheim

O antídoto

Última atualização: 30.08.2019 às 15:52

Mauro Blankenheim é publicitário
mauroblankenheim.com.br

Nestes 65 anos, vez em quando, nos encontramos com velhos amigos que não víamos há 10, 20, 30, ou até 40 anos. E a pergunta surge recorrente, inexorável.

– Onde estás morando agora?

Nada contra, porque ela é pertinente, a pergunta. Afinal, este mundo mexido da comunicação tem me levado a montar agências em três cidades diferentes, nas últimas três décadas. Como um nômade, acompanhei o desenvolvimento de algumas de perto, sendo necessário viver como um cigano da propaganda, morando atento à circunvizinhança.

Mas se existe alguma maldade no questionamento, ela se localiza especificamente no final da pergunta, no advérbio agora, como se trocar de CEP com alguma frequência beirasse a criminalidade.

Agora uso um argumento que não deixa dúvidas. Toda vez que me perguntam sobre o meu paradeiro, respondo incontinenti “sou vizinho da Juliana Hennemann”, e as nuvens de trevas sobre a minha pessoa se dissipam degelada e instantaneamente.

Talvez a Juliana nem saiba disso, moramos na mesma rua já há algum tempo, ela com a sua família, eu com a minha. Mas, se ela já sabe disso, porque às vezes acenamos um para o outro, certamente não sabe que faço uso do nome dela para me credenciar.

O antídoto funciona bem. Uso da credibilidade dela, construída ao longo de muitos anos, para me sustentar. Como já disse nessa coluna, a Juliana deixou de ser apenas uma mera colunista social como tantos outros, para abrilhantar seus espaços com o talento de quem sabe escrever com rara habilidade. Sair na coluna dela, seja no jornal, revista ou em outros meios, é um atestado de idoneidade e sucesso. Está longe de configurar fake news, porque ela sabe bem sobre o quê, ou sobre quem está escrevendo. News essas que ela acredita com sua trajetória impecável e sua assinatura pessoal.

Aí reside na minha modesta opinião, uma das abissais diferenças entre o jornalismo dito conservador e as notícias da Internet.

Da mesma forma como nós publicitários nos orgulhamos de colocar nossa marca na lateral das peças que criamos, fazendo questão de marcar e identificar que a obra é nossa, Juliana mostra que faz o que faz com dedicação e amor ao trabalho.

Nem vou dizer onde ela começou sua carreira, porque, aí sim, vai parecer fake news, mas o que se nota é um profundo respeito pela qualidade da informação, pela veracidade dos fatos, que são endossados pelo seu nome, que já virou grife na área.

Mas não queria desviar, se já não desviei, o foco dessa crônica. A quem interessar possa, sou vizinho da Juliana Hennemann.

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