Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Rua Jornal NH, 99 - Bairro Ideal - Novo Hamburgo/RS - CEP: 93334-350
Fones: (51) 3065.4000 (51) 3594.0444 - Fax: (51) 3594.0448

PUBLICIDADE
Ivar A. Hartmann

Fake news são os outros!

30/08/2019 19:44

Ivar A. Hartmann Em meio ao debate internacional sobre qual é a melhor resposta para o desmatamento e queimadas na Amazônia, os brasileiros foram bombardeados pela enésima onda de fake news temática. Gráficos, tabelas, levantamentos, fotos e links sobre as queimadas circularam em massa, tornando difícil para o internauta – seja ele apoiador de Bolsonaro ou não – diferenciar o joio do trigo. Mas existem algumas medidas que cada um pode tomar para decidir se o que recebeu merece confiança ou não.

Primeiro, não presuma veracidade apenas em razão da fonte. O fato de a pessoa que enviou a notícia ser conhecida, próxima, talvez até um familiar de primeiro grau, não garante nada. Passe para o próximo passo.

Segundo, preste atenção para o tom: é alarmista ou panfletária? Essas são características propositalmente embutidas em fake news com o objetivo de obter uma reação instintiva e irracional do internauta, aumentando as chances de que ele leia e compartilhe sem pensar ou checar antes. Enquanto escrevia esse texto recebi uma mensagem que começa com "A França que não se vê, não se ouve, não se conhece mas existe: A França desde 1957 cobra de suas ex-colônias 85% das suas reservas nacionais".

Terceiro, a linguagem é coloquial? Se há erros de português, temos um sinal mais claro ainda de que se trata de fake news. Existem alguns exemplos gramaticalmente corretos que, no entanto, se entregam pela informalidade. O assunto é sério (exemplo: reforma da Previdência), o texto é longo, porém com linguajar de quem está batendo papo em um bar.

Quarto, qual a característica da fonte original? Trata-se de veículo que busca seguir padrões jornalísticos? Exemplo: os textos desse site costumam dar espaço para a pessoa ou instituição retratada darem sua versão? O site alguma vez registrou uma errata, admitindo uma falha em uma notícia e depois corrigindo? O site apenas relata fatos corroborados por ao menos três fontes diferentes?

No ano passado foi publicado artigo na revista Science chamado “A ciência das fake news”. Os coautores, mais de uma dezena de professores das melhores universidades norte-americanas, definem fake news como a notícia produzida por veículo que não segue padrões básicos de jornalismo profissional, porém faz esforço para aparentar ser jornalismo profissional.

Quinto, e não menos importante: se a aplicação das etapas anteriores levantou um mínimo de suspeita, não compartilhe sem pesquisar por ao menos alguns minutos as afirmações feitas na notícia. Se você passa adiante notícias sem checar sua veracidade, lamento, mas você é parte do problema.

Jornal NH
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Capa do dia

FOLHEIE O SEU JORNAL PREFERIDO NA TELA DO SEU COMPUTADOR.

ACESSE ASSINE AGORA
51 3600.3636
CENTRAL DO ASSINANTE

51 3553.2020 / 51 992026770
CENTRAL DE VENDAS DE ASSINATURAS