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Opinião Opinião

A vida merece atendimento de urgência

Última atualização: 12.09.2019 às 11:43

Adriana Lima é editora do caderno Viver com Saúde

 

Negligência. Substantivo feminino que define falta de cuidado, falta de apuro. Desmazelo, desleixo. Aplicado à saúde, quanto cuidado merece uma vida? Que balança pode medir até quanto se pode “brigar” para ter alguém vivo? No Brasil, entre os anos de 2008 e 2017, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Poder Judiciário de São Paulo, esta resposta custou 498.715 processos em 17 justiças estaduais. Entram nesta lista a vaga na UTI Neonatal que não chegou a tempo por conta de uma superlotação e o remédio para a doença rara que falta no armário vazio da Saúde estadual.

Justiça. Substantivo feminino que traz qualidade a quem está em conformidade com o que é de direito, particularidade do que é correto, termo que busca legalidade e igualdade. É a resposta de quem paga impostos sobre receber atendimento na rede pública de saúde em tempo e com qualidade. É a ambulância que não pode estar quebrada no fundo do pátio. É a pausa pro café do médico do SUS esgotado depois de 18 horas seguidas de plantão numa Emergência.

Foto por: Facebook-Sara Amaral/Reprodução
Descrição da foto: Sara Amaral, de 23 anos

Falha. Substantivo feminino que remete à falta de perfeição, defeito, erro. É descumprir as regras de atendimento em saúde, intencionalmente ou não. É a resposta que ainda não veio e dói à família da modelo e estudante Sara Amaral, de Estância Velha. É o alvo da suspeita que apura conduta de médica e enfermeiro no Hospital Centenário. É o gatilho para respostas que precisam ser ditas logo, tal qual uma emergência médica. É o que pode acontecer quando a negligência fala mais alto que a Justiça. No aguardo da resolução dos casos. 


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