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Luto

Velório coletivo marca despedida às vítimas de massacre em escola de Suzano

Na quarta-feira, dois atiradores abriram fogo na Raul Brasil, matando alunos e funcionários
14/03/2019 06:49 14/03/2019 06:51

Foto por: Nelson Almdeida/ AFP
Descrição da foto: Na noite de quarta-feira, famílias e alunos não acreditam no que havia acontecido na Escola Raul Brasil
A população de Suzano, a 57 quilômetros de São Paulo, amanheceu nesta quinta-feira (14) questionando o por quê do massacre na Escola Estadual Professor Raul Brasil. Morreram dez pessoas e há 11 feridos. Hoje será um dia de despedidas. Estão previstos velórios e enterros.

Na Arena Suzano, no Parque Max Feffer, haverá um velório coletivo está previsto para começar às 7h. Corpos que serão velados no local:

Caio Oliveira, Claiton Antonio Ribeiro
Kaio Lucas da Costa Limeira
Samuel Melquíades Silva de Oliveira
Eliana Regina de Oliveira Xavier
Marilena Ferreira Vieira Umezo

O velório de Douglas Murilo Celestino, também aluno, começou por volta de 1 hora em uma igreja evangélica em Suzano.

O corpo do comerciante Jorge Antonio de Moraes, tio de um dos criminosos, é velado no Cemitério Colina dos Ypês, onde também será sepultado.

A cidade, com mais de 1,3 milhão de habitantes, se prepara para o luto oficial de três dias e o velório coletivo na Arena Suzano, no Parque Max Feffer. Cinco estudantes foram assassinados pelos atiradores Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, além de duas funcionárias da escola, o tio de um dos responsáveis pelo ataque e duas pessoas que passavam pela rua.

Amanhã (15), por orientação da prefeitura, os educadores se reunirão para definir as ações que serão tomadas com os 26 mil alunos das escolas públicas municipais. O objetivo é adotar medidas para combater a violência e o assédio moral no esforço de estabelecer a cultura de paz.

  • Tiroteio em escola de Suzano, na Grande São Paulo, deixou dez mortos e 11 feridos
    Foto: Nelson Almeida/ AFP
  • Estudante chora em frente à escola em Suzana, onde atiradores promoveram verdadeiro massacre
    Foto: Nelson Almdeida/ AFP
  • Na noite de quarta-feira, missa foi rezada em frente à Escola Raul Brasil
    Foto: Nelson Almdeida/ AFP
  • Comunidade montou memorial em frente à Escola Raul Brasil
    Foto: Nelson Almdeida/ AFP


Assistência aos alunos e às famílias

Equipes de psicólogos vão apoiar o trabalho. Eles se colocaram à disposição, ao lado de assistentes sociais, psiquiatras, enfermeiros e terapeutas ocupacionais, para ajudar os amigos e parentes das vítimas. Só ontem cerca de 200 pessoas passaram pelo local.

Para a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o crime foi meticulosamente organizado. Os jovens atacaram, primeiro, Jorge Antônio Moraes, tio de um deles, em uma locadora. Depois, roubaram um carro e saíram em disparada na direção da escola. No colégio, eles entraram e partiram para os ataques.

Segundo as investigações, os atiradores utilizaram um revólver calibre 38, uma besta (espécie de arma antiga que se assemelha ao arco e flecha) e uma machadinha. Eles só pararam quando se viram cercados pela polícia e sem saída. Neste momento, um dos jovens atirou no outro e depois se matou.

Histórico

De acordo com os policiais, Guilherme Taucci Monteiro e Luiz Henrique de Castro estudaram no colégio, que se transformou em palco da tragédia. Eles moravam perto de uma das vítimas, que sobreviveu, e próximo à escola.

O secretário de Educação de São Paulo, Rossieli Soares, disse que Guilherme Monteiro estudou no colégio até 2017 e não havia registro de mau comportamento ou qualquer tipo de dificuldade. Mas, no ano passado, ele abandonou o colégio e estava sendo acompanhado para retornar à sala de aula.

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