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Investigação

MP não descarta ação de organização criminosa na tragédia de Suzano

Dez pessoas morreram, incluindo os atiradores, durante ataque na Escola Raul Brasil
14/03/2019 13:48 14/03/2019 14:15

Foto por: Nelson Almeida/ AFP
Descrição da foto: Tiroteio em escola de Suzano, na Grande São Paulo, deixou dez mortos e 11 feridos
O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Smanio, afirmou nesta quinta-feira (14) que o Ministério Público não descarta a possibilidade da atuação de uma organização criminosa na tragédia de Suzano, na Grande São Paulo. No mesmo dia do ataque, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) foi escalado para atuar nas investigações.

"Iremos fazer uma investigação ampla em todas as linhas para saber como eles tiveram acesso às armas, se há um grupo que atua com eles, se há uma rede de comunicação entre eles, as motivações e a forma do crime", afirmou Smanio. "Não descartamos nada. Se tiver outras pessoas envolvidas, vamos alcançar essas pessoas"

Segundo o procurador-geral, o Ministério Público vai atuar com o núcleo de investigações cibernéticas do Gaeco para averiguar os contatos mantidos pela internet de Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, e o adolescente G. T. M., de 17. Os dois foram os autores do ataque que deixou oito vítimas na Escola Estadual Raul Brasil na manhã de quarta-feira, 13.

Os rapazes faziam parte de fóruns na internet ligados a videogames de violência. Logo após o ataque, surgiram indícios da participação dos autores em um fórum virtual conhecido como Dogolachan, um grupo de ódio na deep web - espaço da internet inacessível por navegadores comuns e com menos regulação.

O fórum já foi alvo de uma operação da Polícia Federal que resultou na prisão de Marcelo Valle Silveira Mello, apontado como um dos líderes do fórum. Ele já havia sido preso em 2012 e voltou à cadeira em maio do ano passado na Operação Bravata; e foi condenado em dezembro pelo juiz federal Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, pelos crimes de associação criminosa, racismo, coação, incitação ao cometimento de crimes e terrorismo.

Foto por: Nelson Almdeida/ AFP
Descrição da foto: Comunidade montou memorial em frente à Escola Raul Brasil

"Vamos investigar os computadores, os indícios nas residências deles, os locais que frequentavam e os vínculos com outras pessoas", afirmou Smanio. "Queremos chegar ao quadro mais amplo possível"

As investigações também seguem na linha para descobrir como os jovens tiveram acesso ao armamento utilizado no crime, em especial o revólver .38. O promotor Rafael Ribeiro do Val foi nomeado para atuar no caso.

Os trabalhos estão sendo conduzidos pela Delegacia de Polícia Central de Suzano. Na quarta, os investigadores ouviram testemunhas e os pais dos autores.

Os dois assassinos deixaram oito mortos na Escola Estadual Raul Brasil antes de cometerem suicídio. Entre as vítimas estão a coordenadora pedagógica da escola, uma funcionária, cinco alunos e o tio de um dos criminosos, morto em uma loja de carros, onde os autores estiveram antes de cometer o ataque.


Velório coletivo

Foto por: Miguel SCHINCARIOL / AFP
Descrição da foto: Velório coletivo ocorre em ginásio municipal de Suzano

A Prefeitura de Suzano decretou luto oficial de três dias consecutivos na cidade (Decreto Municipal nº 9.312/2019) em razão do atentado. O município também cedeu a Arena Suzano, no Parque Max Feffer, para um velório coletivo. Seis corpos são velados no local:

Caio Oliveira, Claiton Antonio Ribeiro
Kaio Lucas da Costa Limeira
Samuel Melquíades Silva de Oliveira
Eliana Regina de Oliveira Xavier
Marilena Ferreira Vieira Umezo

O velório de Douglas Murilo Celestino, também aluno, começou por volta de 1 hora em uma igreja evangélica em Suzano.

O corpo do comerciante Jorge Antonio de Moraes, tio de um dos criminosos, é velado no Cemitério Colina dos Ypês, onde também será sepultado.

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