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Notícias | País Operação Galeria

Lava Jato prende filho de Edison Lobão por recebimento de mais de R$10 milhões de propina

Ação investiga crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, além de transações sobrevalorizadas de obras de arte, inclusive em nome de laranjas

Por Agência Estado
Última atualização: 10.09.2019 às 09:17

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (10), a 65ª Fase da Operação Lava Jato, chamada Galeria. A ação é realizada em cooperação com o Ministério Público Federal e com a Receita Federal e investiga crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo a PF, o alvo seria Edison Lobão, ex-senador e ex-ministro, que teria recebido propinas relacionadas a contratos firmados com uma empreiteira para a construção de usina hidrelétrica no Pará. Márcio Lobão, filho do ex-ministro, foi preso preventivamente no Rio.

Cerca de 70 Policiais Federais e 18 auditores cumprem, ainda, 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. A PF investiga ainda contratos de um grupo que atua no ramo de serviços ambientais com empresa de logística no ramo de combustíveis (responsável pelo transporte e logística do combustível dentro do território nacional e operações de importação e exportação de petróleo e de derivados).

A suspeita da PF é a de que os valores indevidos recebidos por Lobão teriam sido incorporados a seu patrimônio por meio de "transações sobrevalorizadas de obra de artes, inclusive em nome de laranjas, simulações de compra e venda de imóveis, simulação de empréstimos, depósitos fracionados em espécie e utilização de contas e transações financeiras no exterior".

Segundo a PF, o ajuste de pagamentos e a coleta das propinas teriam ficado a cargo de Márcio. Ele teria recebido mais de R$ 10 milhões do grupo econômico investigado e pela construtora envolvida, com intermediação de um ex-presidente da empresa de logística no ramo de combustíveis, diz a corporação. O nome da operação, Galeria, remete às transações com obras de arte que teriam sido utilizadas como forma de dar aparência lícita aos valores provenientes de vantagens indevidas, diz a PF.

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