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Agronegócio

Tecnologia facilita processos e se torna indispensável no campo

Cadeias produtivas com dificuldade de mecanizar processos sofrem mais
18/12/2018 11:09 18/12/2018 11:10

Foto por: João Victor Torres/ GES-Especial
Descrição da foto: Jaeger comemora avanços no cultivo de mudas, em Campo Bom, e enxerga um setor mais forte
Pensar naquele produtor rural com mãos e dedos calejados pela dura vida no campo é olhar os agricultores pelo retrovisor da história. Os avanços das últimas décadas proporcionam menos esforço físico para boa parte das tarefas. A otimização do tempo e a facilitação gerada no cumprimento das atividades diárias, que vão desde a colheita ao plantio, formam um caminho praticamente irreversível.
Por sua vez, quem consegue aplicá-los em suas propriedades ganha em produtividade e qualidade de vida. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Agricultura de Precisão e professor da Universidade de São Paulo (USP), José Paulo Molin, é difícil pensar na produção em larga escala sem a utilização de máquinas e implementos agrícolas. “Diria que é improvável e impensável. Os setores que possuem mais dificuldade de mecanizar seus processos sofrem mais”, resume.

Molin cita, por exemplo, que os pequenos e médios produtores são os mais afetados diante deste novo cenário, especialmente em determinados segmentos pontuais. Entre eles, a cadeia leiteira, hortifrutigranjeiros e fruticultura. Em virtude da tradição de determinadas culturas, bem como dos próprios mecanismos, é um desafio encarado por outros países. “Não apenas no Brasil que se vive este dilema, é algo que o mundo inteiro passa”, complementa.

O avanço tecnológico, entretanto, é visto com naturalidade. Inclusive, segue um curso natural da vida. “Isso não significa, de forma alguma, que o homem não quer realizar os serviços braçais. Só que, não é mais viável. Aquela produção, que víamos a 10, 20 ou 30 anos, desapareceu, porque ela não paga o esforço”, explica.

Em contrapartida, a colheita de itens oriundos da horticultura, como a batata, por exemplo, conta com alternativas mecanizadas e a cenoura, a semi-mecanizada.

A economia gaúcha é beneficiada, já que 64% das máquinas produzidas no Brasil, são desenvolvidas no Rio Grande do Sul. “O Estado tem toda uma história. É uma raiz com troncos e galhos fixados no RS. Ela iniciou com indústrias familiares e se expandiu”, diz Molin.


Sistema de irrigação facilita produção de sementes

Foto por: João Victor Torres/ GES-Especial
Descrição da foto: Controle: processos facilitam a manutenção e adequação de temperaturas no interior das estufas

Na propriedade do jovem agricultor Cristian Jaeger, 30 anos, além de máquinas para agilizar a produção, utiliza sistema israelense de irrigação para as 4 milhões de sementes cultivadas mensalmente. “Praticamente toda a tecnologia de irrigação vem de Israel”, explica ele.
Apenas alguns funcionários dedicam-se a processos manuais para determinadas culturas que, apesar dos avanços tecnológicos, ainda não conseguiram ser substituídas por máquinas. “Na irrigação, apenas nas laterais que realizamos manual para equilibrar”, complementa Jaeger, que está cursando agronomia na Universidade Luterana do Brasil.

Com sorriso largo no rosto, mostra com orgulho as sementes que, em breve, ganharão os campos de diversas regiões gaúchas. O processo de entregas precisa ser ágil e, por isto, a família trabalha com organização britânica abaixo das estufas onde estão devidamente plantadas as mudas. “Organizamos os cultivos de acordo com as saídas. Ou seja, montamos conforme os pedidos para facilitar no momento da retirada e deixamos tudo em ordem”, complementa ele.

Dentro dos negócios da família, que o jovem agricultor tem sociedade com a irmã e o cunhado, bem como seu vizinho de porteira é o irmão Márcio Jaeger, que utiliza a hidroponia em seus cultivos, não é mais viável trabalhar sem a tecnologia ao lado do produtor.
Além disso, tudo é regulado e marcado na ponta do lápis, ou melhor, nas teclas dos programas de computador para fazer os negócios prosperarem. As estufas com sementes de tomate, por exemplo, contam com termômetros para aferir a média de temperatura nas diferentes estações do ano e projetam as adequações necessárias.

Além da irrigação, tecnologia para as vendas

Foto por: João Victor Torres/ GES-Especial
Descrição da foto: Becker não mede esforços para tornar cada vez mais ágil sua produção de hortigranjeiros

Em Dois Irmãos, a família Becker é uma das maiores produtoras de hortigranjeiros do município e fornece milhares de cultivos a supermercados do Vale do Sinos, região metropolitana e Serra. Apostam na diversidade de culturas para não sofrerem com apertos futuros e possíveis crises localizadas no setor agrícola.

Apesar da visão empreendedora avançada e da paixão pelo campo, o agricultor Mauro Becker é taxativo ao confirmar que não consegue imaginar a vida do produtor sem ter, ao seu lado, a utilização da tecnologia como aliada. “Antigamente, errávamos por não utilizar as melhores soluções. Hoje, participo de muitos encontros pelo País, especialmente em São Paulo, onde trocamos informações”, explica ele.

Na propriedade dos Becker, que está situado no bairro batizado com mesmo sobrenome, o sistema de irrigação também é automatizado. “Temos sensores instalados no chão e eles realizam a medição da temperatura e condições do solo. Logo, fazem esta dosagem adequada de água às plantas”, comenta o produtor.

Foto por: João Victor Torres/ GES-Especial
Descrição da foto: Na ponta dos dedos: tecnologia é utilizada para melhorar o fluxo das vendas e pedidos recebidos
Só que, não basta apenas investir em condições de melhorar a produção se, da porteira para fora, a comunicação não funciona com os compradores. Por conta disso, Becker adquiriu um novo sistema, que pela tela do celular, consegue controlar pedidos, a produção e mapear – em números – quais são os melhores períodos. “Temos como verificar quando caem as vendas, projetar o plantio e a colheita. Enfim, isto nos traz muito retorno. A tecnologia não pode ficar só no campo, precisamos dela para capitalizar a produção”, acrescenta ele.

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