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'Só a ponta do iceberg'

InDeal não investia dinheiro dos clientes em criptomoedas, afirma delegado

Segundo a investigação, empresa captou, em seis meses, R$ 700 milhões que não foram aplicados
21/05/2019 10:23 21/05/2019 13:29

Foto por: Polícia Federal/ Divulgação
Descrição da foto: Dinheiro em espécie foi apreendido em endereço ligado à empresa investigada
A ilegalidade das operações da InDeal não estava apenas na ausência de autorização do Banco Central para agir no mercado financeiro. A empresa também captava recursos com pessoas e empresas interessadas em investir em criptomoedas, mas não completava a operação. Ou seja, o dinheiro levantado ficava para uso dos próprios sócios. Apenas poucas operações eram realizadas para pode dar credibilidade aos investidores.  afirmação é do superintendente da Polícia Federal (PF) no Rio Grande do Sul, delegado Alexandre Isbarrola.

De acordo com Isbarrolla, o dinheiro captado, cerca de R$ 700 milhões entre agosto de 2018 e fevereiro de 2019, não foi investido no mercado de criptomoedas. A Polícia não garante que os investidores tenham retorno do valor aplicado. O número de pessoas lesadas ainda não é conhecido pela investigação, que fala em "milhares".

"A operação de hoje também é para desarticular e fazer o sequestro dos bens dos investigados. Ao fim, com a autoria e a materialidade comprovada será possível devolver algo aos investidores, mas não há garantias", afirma o delegado, destacando que o esquema desarticulado hoje "pode ser só a ponta do iceberg".

  • Polícia Federal também cumpriu mandados no Hamburgo Village, condomínio de luxo, em Novo Hamburgo
    Foto: Arquivo Pessoal
  • PF cumpre mandados na sede da empresa que fica na Rua Silveira Martins, no Centro
    Foto: Arquivo Pessoal
  • Carros de luxo foram apreendidos durante operação da PF
    Foto: Polícia Federal/ Divulgação
  • Polícia Federal cumpriu mandados em Novo Hamburgo
    Foto: Polícia Federal/ Divulgação
  • Polícia Federal cumpre mandado em residência no bairro Hamburgo Velho
    Foto: João Ávila/ GES-Especial

A operação

A Polícia Federal e a Receita Federal deflagram, na manhã desta terça-feira (21), a Operação Egypto, que investiga a InDeal, instituição financeira que atua sem autorização do Banco Central. A ação tem o apoio da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Cerca de 150 agentes cumprem dez mandados de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão nas cidades gaúchas de Porto Alegre (3), Novo Hamburgo (13), Esteio (1), Estância Velha (2), Campo Bom (1); Laguna (1) e Florianópolis (1) no estado de Santa Catarina e em São Paulo (3), capital paulista.

Em Novo Hamburgo, a reportagem do Jornal NH flagrou o momento em que a Polícia Federal cumpria mandado em uma residência de luxo na Rua Agudo, no bairro Hamburgo Velho, no condomínio Hamburgo Village, em Canudos, nas sedes da empresa no Centro, na Rua Silveira Martins, e na sede formal da InDeal, no 11º andar do prédio Adolfo, que fica em uma das galerias entre a Rua David Canabarro e o Calçadão Osvaldo Cruz. O andar onde fica a empresa foi bloqueado para o trabalhos dos agentes da PF.

Além dos crimes de operação de instituição financeira sem autorização legal, gestão fraudulenta, apropriação indébita financeira, lavagem de dinheiro e organização criminosa, o inquérito apura o envolvimento de pessoas que teriam tentado obter informações sigilosas da investigação e que foram identificadas.

A operação foi denominada Egypto pela similaridade dessa palavra com o termo “cripto” e pelo fato de que o negócio da empresa foi classificado por terceiros como de “pirâmide financeira”.

Jornal NH
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