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Longevidade

Dona Maria Emília terá sua história de 103 anos contada em livro

Biografia será lançada neste sábado em Novo Hamburgo
08/08/2019 21:42

Foto por: Susi Mello / GES - Especial
Descrição da foto: Maria Emília de Mendonça, de Novo Hamburgo, faz 103 anos e está lançando o livro Encontro das Águas
Dona de uma risada gostosa de ouvir, a aposentada Maria Emília de Mendonça traz consigo a experiência de quem já viveu 103 anos. A história da moradora de Novo Hamburgo virou livro, e o lançamento de sua biografia, intitulada Encontro das águas - A história de Maria Emília de Mendonça será sábado (10). Duzentos convidados são esperados num espaço de eventos do bairro Ideal, em Novo Hamburgo, momento em que também vai comemorar o seu aniversário. Esta, aliás, será a quarta vez este ano que festejará o nascimento naquele longínquo 14 de junho de 1916: as três primeiras festas foram em Portugal, destino de sua primeira viagem internacional.

"É uma alegria muito grande. É muita felicidade e dádiva de Deus chegar nesta idade e escrever esse livro", falou emocionada Maria Emília, ontem. "Sou uma pessoa feliz por ter o amor de Deus, de achar importante passar amor aos pais, ao próximo, gostar sempre de ajudar. Me alegro com a felicidade dos outros", resume. Sua alegria é parte da história narrada no livro de 129 páginas, escrita pelo hamburguense Fabricio Vijales.

A ideia da obra é da filha Marli Helena de Oliveira, com quem Maria Emília mora, em um apartamento do bairro Ouro Branco, onde as lembranças de sua vida também estão em objetos especiais. "As pessoas perguntam qual o segredo de minha mãe e ela sempre responde que é o amor a Deus, aos pais, às pessoas. Ela vive esses mandamentos, ela lê, conversa, ela cantarola. Ela está sempre bem", conta Marli.

Obra é baseada na sua experiência do dia a dia

Foto por: Susi Mello/GES
Descrição da foto: Filha Marli Helena de Oliveira, o escritor Fabricio Vijales e a dona Maria Emília de Mendonça, a senhora que completa 103 anos neste dia 8 de agosto de 2019
Amigo de Marli, filha de Maria Emília, Fabricio Vijales (foto) aceitou escrever a biografia no dia em que ela completou 101 anos. De 2017 a 2018, ele se encontrou todas as segundas-feiras com a aposentada. Foram nesses encontros de 45 minutos que ele ouviu todas as suas lembranças. Encontro das águas tem 400 exemplares, que foram impressos ao custo unitário de 50 reais. E a filha Marli é quem fez a venda e distribuição, por isso, ela faz questão de informar o telefone (99819- 1585).  "Vale a leitura, ainda mais nos dias de hoje, quando a gente se distancia de valores, como família, ética, bondade e amizade. Acho que a proposta é trazer para as pessoas um resgate de si próprio. Ela é uma pessoa resiliente, pois enfrentou as dificuldades com alegria." O livro, de produção independente e editado pela Oiko Editora, é uma história de vida cotidiana.

Memórias

Antônio Benedito Martins era agricultor e Maria Emília lembra que, mesmo com dificuldade do trabalho ainda informal e por conta da raiz escrava, o pai não se contentava com pouco. "Ele sempre quis melhorar."

Ela mostra orgulhosa o livro de quando cursava a quarta série, o último ano que estudou, e tinha 12 anos. A escola ficava em Petrópolis, Porto Alegre. Entre os textos, "Vantagens da leitura", "A herança do século", entre outros.

Já o passaporte é um documento recente, pois Maria Emília fez sua primeira viagem internacional em junho deste ano. Acompanhada da filha Marli Helena de Oliveira e da amiga Valcira Araújo da Silva, foi a Portugal, onde ficou hospedada na casa de familiares.

 

  • Dona Maria Emília Mendonça, que, com mais de 100 anos, fez passaporte e viajou a Portugal e sobre a qual versa o livro Encontro das Águas
    Foto: Susi Mello / GES-Especial
  • Cadernos de aula de dona Maria Emília Mendonça, a hamburguense de 103 anos sobre a qual versa o livro Encontro das Águas
    Foto: Susi Mello / GES-Especial
  • O pai de Maria Emília de Mendonça, de Novo Hamburgo, sobre a qual versa o livro Encontro das Águas. Na foto, seu Antônio Benedito Martins
    Foto: Susi Mello / GES-Especial

 

Um pouco da sua história

Maria Emília de Mendonça nasceu em Gravataí, é neta de escravizado e filha dos agricultores Antônio Benedito Martins e de Generosa Maria de Jesus.

Esposa de João da Gaita, o seu João Manoel Marcelino de Mendonça, já falecido, é mãe de sete filhas (das quais quatro são falecidas), tem nove netos, 12 bisnetos e cinco tataranetos. Sua alegria é parte da história narrada no livro de 129 páginas, escrita pelo hamburguense Fabricio Vijales.

Ainda hoje, Maria Emília adora cozinhar e mantém o hábito de preparar massa caseira, cuca, pão e pizza.

Segue a filosofia Seicho-No-ie há 30 anos. 

 

Mãe de sete mulheres

Maria Emília de Mendonça teve sete filhas com João Manoel Marcelino de Mendonça. Nerci Joana de Mendonça, Marli Helena de Oliveira e Marlene de Mendonça, além de Jacy Maria de Mendonça, Rita de Mendonça, Marisa Bernardete de Mendonça Garcia e Maria de Mendonça, as últimas quatro já falecidas.

Seus netos são Gilberto, Paulo Roberto, Isabel Cristina, Clodoaldo, Andrei, Adriano, Cristiano, Daiane e César Augusto. Bisnetos: Brenda, Gabriela, Isaac, Murilo, Júlia, Miguel, Joelma, Júlia, Fábio, Graziele, Lucas e Gustavo. Tataranetos: João Miguel, Pedro Henrique, Bernardo, Layza e Maria Flor.

 

O mundo em 1916

O doutor em História e professor de História Contemporânea da Universidade Feevale Rodrigo Perla Martins aponta quatro aspectos importantes no ano em que Maria Emília nasceu. Vivia-se o clima da 1ª Guerra Mundial, na Europa, e também da Primeira República Brasileira. Além do mais, era ainda o processo de transição do trabalho escravizado, com foco no movimento pós-abolicionista, onde os negros viviam com trabalhos menos valorizados e vivia-se o processo de integração. O quarto ponto refere-se ao momento da região, em que o couro e calçado já eram realidade para muitos no trabalho.

 

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